Lei de Direito Autoral: ajude a mudar!

Publicado por – 23/08/2010

O governo abriu uma consulta pública com o objetivo de reformar a lei de direito autoral, e a grande vantagem é que você pode opinar pela internet. Como consumidor/usuário/fã, é a sua chance de garantir o seu direito de “fair use”, o que inclui, entre outras coisas, a liberdade de fazer cópias de segurança ou de permitir que uma sala de aula assista a um filme.

Não se trata de usuários x artistas: Quem produz conteúdo não pode deixar o controle de como vai distribuir sua obra nas mãos de associações/intermediários que raramente representam os interesses do artista. Não caiam no papo de “lei anti-pirataria”: qualquer um sabe muito bem que não é isso que vai impedir os mal-intencionados, e o maior prejudicado é justamente o maior apreciador da obra – aquele que paga para ter acesso a ela.

É fácil e rápido: você entra aqui para ver o texto da lei, e clicando em qualquer artigo pode dizer se concorda ou discorda, e, opcionalmente, acrescentar sua opinião. Na primeira vez o sistema vai dizer que você precisa estar autenticado, basta seguir o link para fazer um cadastro rápido. Cadastrar e votar não vai tomar cinco minutos.

Para quem está com pressa, recomendo ir ao Artigo 46 (busque por “Art. 46″ na página), com o qual você deve CONCORDAR se achar razoável a defesa dos direitos acima.

Só não perca tempo: o prazo termina essa semana! Depois não adianta reclamar que a lei é injusta, nem que parece piada o que as empresas de mídia fazem você passar…

Scott Pilgrim

Publicado por – 21/08/2010

Capa do Volume 3 (não é o que eu comprei, mas é uma capa legal :-) )Comecei a ler Scott Pilgrim sem saber do que se tratava – fui pelo burburinho e também por conta de boas experiências com a nova geração de quadrinhistas canadenses.

A história começa num estilo adolescente-nerd-pós-grunge-sem-rumo, mas ganha alguns elementos de ação/comédia nonsense quando o personagem-título descobre que o seu novo romance adolescente depende de derrotar (na porrada mesmo) a “Liga dos Ex-namorados do Mal”. Cada edição nacional engloba dois volumes da original e, portanto, teremos três livros bem recheados.

Essa mescla de clichês funciona absurdamente bem por conta do ritmo e da arte, e deixa a gente se coçando para ir atrás dos outros volumes. De quebra, descobri uma nova livraria online, a Memee, que tinha o melhor preço e entregou rapidinho – claro que se você preferir comprar no Submarino, pode usar o meu link patrocinado que eu fico muito feliz! E também tem aplicação iOS, que pode ser umas pra quem tem iPad (eu ainda gosto dos meus quadrinhos em papel).

E só depois de ler eu soube que muito do barulho tinha a ver com uma adaptação para o cinema (trailer normal ou maior e interativo), que tem um visual interessante e parece fiel. Tudo bem que o Kick-Ass também estava nas mesmas condições e eu me decepcionei um bocado com ele, mas quem sabe esse surpreende, né?

UPDATE: A editora colocou um preview aqui. Boa sacada!

Dev in Sampa 2010

Publicado por – 16/08/2010

Logo do Dev in SampaDe início eu nem ia escrever sobre o Dev in Sampa (que rolou no último sábado), já que os organizadores são brothers e temia pela subjetivdade de um post. Mas lá eu percebi que esse clima de “intimidade” é o diferencial do evento (mesmo pra quem chegou sem conhecer ninguém) – perdi mais de uma palestra em prol de conversas muito bacanas com os desenvolvedores mais rúts dos intertubes.

A atmosfera descontraída não deve ser confundida com amadorismo, muito pelo contrário: além de coffee breaks muito bem servidos, o evento permitiu almoçar no sempre vencedor refeitório da Abril. O WiFi não funcionou pra todo mundo, mas o pessoal foi dando um jeito. As palestras enfrentaram o desafio de atender a um público bastante variado em termos de nível e tipo de experiência, mas no geral conseguiram agradar a gregos e troianos.

Uma das mais surreais foi a palestra-peça-de-teatro “Por que eu sou fanático por testes e você é um bundão” – uma maneira lúdica que o pessoal da HeLabs encontrou de chamar a atenção para a importância da aplicação de boas práticas (em particular, TDD) no dia-a-dia do desenvolvimento de software. Como de costume em qualquer evento com participação da audiência, fui escalado para passar vergonha lá na frente :-) mas valeu, ainda mais pelo papo com o Sylvestre depois do final.

Enfim, um evento que misturou bem a parte didática/técnica com o networking “do bem”. Espero ver outros assim.

TEDxUSP

Publicado por – 09/08/2010

Para alguém que, como eu, não se cansa de ver os TED Talks (as palestras de curta duração que são o ponto alto do TED), a edição local do apresentada na Universidade de São Paulo (e dirigida, até um certo ponto, a ela) era uma oportunidade que não podia passar. Me inscrevi no TEDxUSP logo que abriram a chamada e tive a sorte de ser um dos selecionados para passar uma tarde na FAU ouvindo o que nomes de peso consideram que vale a pena espalhar.

Demi Getschko no TEDxUSP

Claro que cada um tem as suas preferências, mas a minha visão é que o segundo bloco de palestras foi, de longe, o melhor – talvez porque seja o que eu vi sem ser pelo telão, mas também conta o fato de que o primeiro bloco foi tomado pela conclamação ao meio acadêmico para que seus membros deixem os muros da faculdade e vão ao encontro do “mundo lá fora”. Embora necessário, o discurso se tornou um pouco repetitivo.

Era de se esperar que feras como Juca Kfouri e Marcelo Tas, bem como o irreverente “pai da internet brasileira” Demi Getschko não decepcionassem, mas assim que publicarem os vídeos eu recomendo assistir também as palestras de Linamara Battistella (acessibilidade), Antonio C. C. Guimarães (lentes cósmicas e bichos afins), Ligia Amagio (a experiência de uma engenheira que se tornou regente) e Agnaldo Farias (uma visão inspiradora sobre arte, da qual o link mostra um bom trecho).

Não posso deixar de falar da questão do credenciamento, muito comentada pelo Twitter. Mas antes (e acima) disso devo deixar claro que sei como é difícil organizar esse tipo de evento, e que reconheço e agradeço o empenho dos organizadores em transformar a idéia em realidade (ainda mais com os cancelamentos de última hora, que não foram poucos). Posto isso, é importante chamar a atenção para o fato de que o processo de credenciamento e alocação foi um pouco controverso.

Em resumo: não era garantido que os inscritos poderiam ir ao auditório – quem chegou bem cedo entrou, o restante se conformou com o telão (e muitos ficaram chateados). Os dois grupos se juntaram para o coffee break, e o resultado foi que na volta os excluídos tomaram a frente, deixando outros tantos enfurecidos para fora. Minha sugestão: de uma próxima, cadastre-se apenas a quantidade de pessoas que o lugar comporta, e que o telão fique para quem vier “por fora” (não vai faltar gente, ainda mais dando comida grátis na faculdade :-P ).

Pessoas montando mosaico no TEDxUSP com adesivos oferecidos na entrada

Mas isso foi um detalhe menor. O fato é que no geral o evento foi bacana como esperado, pelas palestras e pelas conversas. E, claro, pelo gostinho de ter participado e uma edição independente do TED – que faz jus ao slogan “ideas worth spreading“. Os dois recados que ficaram para mim: reflita sobre o seu caminho pessoal e faça coisas.

Æblet og Ormen (The Apple and the Worm) no Anima Mundi

Publicado por – 06/08/2010

The Apple and the WormNão tenho muito pra falar do Anima Mundi desse ano, já que acabei vendo uma única sessão. Mas valeu a breve visita, pois vi o quase-longa-metragem Æblet og Ormen (trailer em dinamarquês) que, à parte de perder um tiquinho do ritmo lá pelo meio (mas recuperar no final), é uma história interessante e muitíssimo bem desenhada e animada. Quem puder, veja.

FISL 11, cruzalinhas e iG Code Golf

Publicado por – 25/07/2010

A edição desse ano do Fórum Internacional Software Livre foi interessante como de costume: palestrantes de renome e a troca de experiências dentro e fora do evento com as pessoas que fazem o software livre acontecer seguramente justificam passar esses dias em Porto Alegre. Esse ano fiz dois lances bacanas por lá:

O primeiro foi preparar e apresentar uma palestra-relâmpago sobre o cruzalinhas (slides aqui, vídeo em breve). Resolvi fazer isso na última hora, e me surpreendi com o interesse de pessoas de outras cidades (Manaus, Campinas, Florianópolis e da própria Porto Alegre) em fazer a mesma coisa, já que, segundo esse pessoal, a dificuldade em obter informações sobre o transporte público é a mesma.

O outro foi participar do Code Golf do iG, uma proposta inusitada, na qual são apresentados cinco problemas de programação. Eles são relativamente simples – o desafio é escrever o menor código-fonte que resolva cada um.

Claro que um código Python é bem menor que o seu equivalente Java, e por isso haviam categorias isoladas para cada linguagem suportada (Perl, Python, PHP, Java e Ruby). Fui o vencedor da categoria Java, com os códigos que estão no final do post.

Um aviso: NUNCA escreva código assim, a não ser que esteja participando de um Code Golf. O objetivo era sempre reduzir o tamanho e compensar a proibição de imports explícitos. Isso tem um custo: a performance quase sempre é horrível, a legibilidade é zero, é quase impossível modificar. Senti esse último lance na prática: tive que fazer uma gambiarra na questão 4 (o formato da entrada mudou, e o fix apropriado implicaria em reescrever tudo) – o tamanho dobrou e fui penalizado por isso.


Minhas soluções para o Code Golf (enunciados aqui)

  1. public class c{public static void main(String x[])throws Exception{int a=0,b=1,c
    ,i;for(i=Integer.parseInt(x[0]);i>0;i--){System.out.print(b+(i==1?"":", "));b=b+
    a;a=b-a;}}}
  2. public class c{public static void main(String x[]) throws Exception{char m,s[]=x
    [0].replace(" ","").toLowerCase().toCharArray(),i=0;int f[]=new int[255],c,l=s.l
    ength;boolean p=true;for(;i<l;i++){p=p&&s[i]==s[l-i-1];f[s[i]]++;}System.out.pri
    ntln((p?"":"Não é ")+"Palíndrome");while(true){m=0;for(i=0;i<255;i++){m=f[m]>f[i
    ]?m:i;}if(f[m]==0)return;System.out.println(f[m]+" "+m);f[m]=0;}}}
  3. public class c{public static void main(String x[]) throws Exception{long a=0,m=0
    ,b,c,F=0xFFFFFFFF;int i,j=0;for(;j<2;j++){c=0;for(i=0;i<4;i++)c=c*256+Integer.pa
    rseInt(x[j].split("\\.")[i]);a=m;m=c;}a=a|(F-m);b=32;for(c=0xFF000000l;c>0;c/=25
    6){System.out.print(((a&c)>>(b-=8))+(b==0?" /":"."));}for(b=32;(m&1)==0;m/=2)b--
    ;System.out.print(b);}}
  4. public class c{static int h=-1;static void w(int i){if(h!=i)System.out.print(i+"
     ");h=i;}public static void main(String y[])throws Exception{String[]x=(y[0]+",-
    ,"+y[1]).split(",");int m,l=x.length,n[]=new int[l],p=0,i=0,a=0;for(;i<l;i++)if(
    x[i].equals("-")){a=i;p=i+1;}else n[i]=Integer.parseInt(x[i]);for(i=0;(i<a&&p<l)
    ;){if(n[i]<n[p]){m=n[i];i++;}else{m=n[p];p++;}w(m);}for(;i<a;i++)w(n[i]);for(;p<
    l;p++)w(n[p]);}}
  5. public class c{public static void main(String x[])throws Exception{int c,p,t=0,v
    []={1,3,3,5,10,50};while((c=System.in.read())>-1){p=("pcbtar".indexOf(c));t+=p>-
    1?v[p]:0;}System.out.print(t);}}

Coders At Work (Peter Seibel)

Publicado por – 14/07/2010

Coders At Work, Peter SeibelDepois de ter curtido tanto as entrevistas com os fundadores das startups mais famosas no Founders At Work, eu esperava que o Coders at Work – fosse ser ainda mais bacana. Afinal, a lista de entrevistados é diversificada e impressionante: vai de gente mais “próxima” como os criadores do memcached, JavaScript e JSON até decanos como Fran Allen e Donald Knuth, cujos méritos acadêmicos e na indústria tornam desnecessárias quaisquer apresentações.

O livro foca no dia-a-dia dessas pessoas, em particular no momento em que estão criando código. Isso até é interessante: saber se um ninja desses depura código com um debugger ou com printf, quanto ele pensa antes de sair codando, se ele implementa código de forma top-down ou bottom-up e a visão deles de como o desenvolvimento de software evoluiu (ou não) nos dias de hoje sem dúvida dá uma nova perspectiva para o meu cotidiano.

Infelizmente, isso não impede que os capítulos se tornem repetitivos e maçantes ao longo do tempo – ao contrário do Founders, no qual cada entrevistado leva a reportagem para um lado diferente (e sempre interessante). Não sei se o quanto isso influenciou, mas o entrevistador, embora autor de um livro popular sobre Common Lisp e um dos primeiros funcionários da WebLogic, não é personagem de destaque no meio. Em contrapartida, a cicerone do Founders é co-fundadora do Y Combinator – uma credencial e tanto para quem quer falar de startups.

O Julio Daio Borges afirma em um review bacana do livro que “…a maioria dos programadores no livro são, basicamente, executores. Visionários são os empreendedores.” Não concordo plenamente com a afirmação – poucos ali são empresários, mas cada um deles empreendeu e inovou no seu campo – mas ela evidencia o fato: o livro anterior foca nesse lado empreendedor, este no lado pragmático/coder. Eu curto as duas coisas, mas em projetos editoriais desse porte, a primeira vai mais longe.

Super Munchkin

Publicado por – 12/07/2010

Eu até curto um jogo de cartas/tabuleiro mais elaborado, mas tenho alergia àqueles onde você queima horas aprendendo para só aí começar a jogar decentemente e se divertir. Felizmente o @btco me apresentou o Munchkin – jogo de cartas que, segundo o próprio fabricante, “captura a essência da experiência da aventura-em-masmorra, sem aquela parafernália de RPG” – o que seria uma afirmação à toa, se o fabricante em questão não fosse a própria Steve Jackson Games¹ – pioneira do gênero RPG nos EUA.

Esse tipo de humor auto-depreciativo mostra o diferencial do Munchkin: ao invés de vender a ilusão de que uma mecânica complexa demonstra algum tipo de superioridade intelectual dos participantes (como fazem tantos RPGs e jogos de carta/tabuleiro por aí), ele se baseia em um conjunto simples de regras. Os detalhes mais cabeludos ficam por conta de cada carta, facilitando muito o aprendizado e tornando-o divertido de imediato.

O jogo original deu origem a variantes temáticas – a que eu tenho, claro, é o Super Munchkin, na qual jogadores e monstros são, respectivamente, super-heróis e vilões. Assim como o original satiriza o gênero RPG medieval, esse não poupa os comics da ironia: a carta “erro de continuidade” anula tudo o que foi feito numa batalha (causando grande confusão), o nível do jogador sobe com cartas do tipo ”cueca pra fora da roupa”, e por aí vai.
cartas de munchkin
Um pré-requisito é entender inglês – não apenas para interpretar as cartas, mas para apreciar o humor nerd em cada uma delas. A Devir lançou uma versão nacional do original, mas parece que esgotou e não se encontra mais em lugar nenhum. O melhor é importar (ou procurar um pouco por aqui) e encarar o idioma.

¹ Quem leu o livro-reportagem The Hacker Crackdown deve lembrar que o serviço secreto americano investigou de forma truculenta a empresa quando soube que um dos seus colaboradores (responsável pelo GURPS Cyberpunk) circulava no submundo hacker – pesquisa de campo é isso aí, o resto é resto.

Outliers (Fora de Série), por Malcolm Gladwell

Publicado por – 09/07/2010

Peguei Outliers para ler no ano passado, mas só agora deu tempo de escrever. Ele abre apontando uma relação estatística entre o horóscopo e as chances de sucesso de um jogador de hóquei – e o nome original¹ pode dar a entender que se trata de outro livro na linha do Freakonomics.

Mas a proposta é outra: Malcolm Gladwell desconstrói alguns mitos sobre o que faz alguém se destacar nos negócios, esportes, artes ou qualquer outro campo. Ele ataca em particular aquela idéia comum de que o sucesso depende largamente do talento, em menor grau da dedicação e bem pouquinho da sorte.

Sem negar a influência desses fatores, o livro demonstra que o que entendemos por sorte tem muito a ver com as oportunidades e com estar no lugar e na hora certa. Também desfaz a lenda do “expert instantâneo”, chegando a postular que existe uma quantidade de tempo mínima que qualquer pessoa de destaque (dos Beatles a Bill Joy) dedica ao assunto de interesse antes ser considerada um expert: 10.000 horas.

São propostas ousadas – colocadas dessa forma, devem gerar muitas expressões de “ah, duvido”. E é isso que torna o livro interessante: após a sua leitura, todas elas se tornam no mínimo bastante plausíveis. Não sei se a tradução é boa, mas no original valeu muito a pena.

¹ Em Estatística, outlier é o nome que se dá àqueles dados completamente diferentes dos demais, os “fora da curva”.

tilewriter – desenhando ladrilhos em JavaScript

Publicado por – 20/06/2010

Eu fiquei vidrado no layout de "ladrinhos" do logotipo do site do RHoK, que lembra os micros de 8 bits sem deixar de ser moderno, e pensei "taí, vou roubar me inspirar criar um trabalho artístico derivativo para o próximo update visual do meu blog".

O chato é que não apenas sou um zero à esquerda em GIMP/PhotoShop, mas também queria algo que pesasse menos no carregamento. Solução: programar.

O canvas do HTML5 viria a calhar, mas o suporte dos browsers ainda está longe do ideal. Resolvi, então, criar uma biblioteca minimalista para fazer desenhos nesse estilo usando elementos de HTML. Mais…

Urban Fact (Fato Urbano) / RHoK #1 SP

Publicado por – 07/06/2010

O Random Hacks of Kindness (RHoK) reuniu programadores em vários locais do mundo simultaneamente ao longo do último fim-de-semana, com o objetivo de desenvolver ferramentas que possam ajudar a lidar com os desafios gerados pelo risco de desastres naturais.

O esforço foi patrocinado e liderado por gente do Google, Yahoo!, Microsoft, NASA e do Banco Mundial, e eu não só tive a oportunidade de participar da primeira edição de São Paulo, que aconteceu aqui na Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas também tive a alegria de ter o projeto do meu grupo, o Urban Fact, premiado com o segundo lugar.
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cruzalinhas

Publicado por – 04/06/2010

O site da SPTrans oferece várias informações sobre as linhas de ônibus, trem e metrô que operam na cidade de São Paulo. A navegação, entretanto, deixa um pouco a desejar – razão que leva as pessoas a alternativas como o Tô a Pé e o eficiente sistema de rotas do Google Maps.

Este último resolve bem a minha vida, mas às vezes tudo o que eu quero é saber quais ônibus passam por um determinado local. Ou ainda: quais, dentre eles, passam por um segundo local, e quais passam entre este e um terceiro, i.e., quais minhas opções para ir do ponto A ao ponto B, e dele ao ponto C, e por aí em diante.

Misturando essa demanda com um desejo de colocar as informações de itinerário do transporte público de São Paulo nas mãos da população, desenvolvi o cruzalinhas. A aplicação ainda precisa de muitas melhorias (eu diria que é “beta”, mas o que não é?) mas já permite responder às perguntas acima.

Como de costume, o código-fonte é livre (licença MIT), e esse post vai falar um pouco sobre o funcionamento do mesmo.

cruzalinhas

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Minificação automática de JavaScript no Eclipse

Publicado por – 29/05/2010

Esse post mostra como configurar o Eclipse/Aptana para gerar uma versão compacta e unificada dos .js do seu projeto sempre que você salvar um deles – um lance que eu tentei explicar em 140 caracteres, mas não deu muito certo

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The 99

Publicado por – 15/05/2010

The 99: OriginsOs webcomics ainda são o melhor lugar para buscar inovação em quadrinhos, por conta da ausência de editores/intermediários e da disponibilidade. Mas de vez em quando os quadrinhos tradicionais revelam surpresas agradáveis como The 99 – ou The Ninety-Nine para alguns, e al-tisa’a wa tisaun‎ para outros.

Produzido por uma editora do Kuwait, o gibi é co-escrito pelo seu idealizador, o médico humanista Dr. Naif A. Al-Mutawa e pelo americano Stuart Moore. Esta combinação (aliada ao trabalho visual de vários artistas populares dos comics Marvel/DC) dá ao quadrinho o tom multi-cultural que o diferencia.

A história não é radicalmente original: uma tentativa de evitar a destruição de uma biblioteca em Bagdá (nos moldes da Biblioteca de Alexandria, só que na Idade Média) por um ataque bárbaro transforma o conhecimento ali contido em 99 artefatos místicos, que se perdem durante a guerra. Na nossa época, o Dr. Ramzi dirige uma operação humanitária da UNESCO em zonas de guerra, enquanto busca estas relíquias, na esperança de que o conhecimento ali contido possa trazer a paz ao mundo atual.

Os artefatos começam a ser localizados por pessoas comuns, que descobrem que o conhecimento contido neles transformou-se em fonte de poderes especiais, levando o Dr. Ramzi a ajudá-los a controlar este poder e ajudá-lo em sua missão pacifista. Claro, ele não é o único com uma agenda, e a partir disso a história se desenrola.

Pode parecer, à primeira vista, uma versão islâmica dos X-Men. Mas o blend (ao menos nas três edições que li) é mais interessante que isso: mesmo sem o (justificado) rancor contra a autoridade islâmica de um Persépolis, ele tem em comum com a autobiografia de Satrapi a apresentação de valores humanistas e pacifistas nos quais uma parcela significativa do mundo árabe/islâmico acredita, mas que são mascarados por regimes retrógrados e violadores dos direitos humanos fundamentais.

Tudo isso vem embalado num quadrinho divertido que, nos moldes de suas contrapartes ocidentais, vai virar desenho animado em breve. Ele também já conta com um parque temático, e não vou me espantar se virar filme, na esteira dos blockbusters da Marvel dos últimos anos. A história tem todos os ingredientes necessários, só é preciso encontrar uma produtora com os culhões que faltaram ao Comedy Central – que, à revelia dos autores, censurou episódios de South Park por conta de referências a Maomé.

Mas a inovação não pára por aí: como a edição em papel tem alcance limitado, o mesmo site que disponibiliza a edição “Origins” gratuitamente para download, permite comprar qualquer uma das edições pela bagatela de US$ 1.99. Isso mesmo: por míseros R$ 3,55 você pode ler uma edição completa no seu computador, sem sair de casa. O pagamento é via PayPal, ou seja, 100% seguro – se você já tem PayPal, é clicar, autenticar, comprar e baixar. E o melhor de tudo: é um arquivo .PDF sem qualquer tipo de DRM. O gibi é seu, exatamente como os de papel.

Já comprei os dois primeiros e pretendo continuar lendo (cadê o genérico do iPad, hein?) – e acho que nesse aspecto da venda online as editoras americanas é que deviam se inspirar nos caras…

Entenda Lost

Publicado por – 27/04/2010

Em uma lista de e-mail o @lucasfontes resumiu bem (e me autorizou a publicar) tudo o que você precisa saber sobre essa série:

Primeira temporada:
Assim.. um aviao caiu numa ilha…. e uh… essa ilha tem umas pessoas… e uh…. essas pessoas vao tentar atacar os caras do aviao.
nota da producao: JURAMOS q as pessoas nao estao mortas, vcs vao adorar essa serie!

Segunda temporada:
Uh… as pessoas da ilha sao malvadas e andam descalco.. eles tem um lider q nunca aparece
nota da producao: a trama esta apenas comecando, teremos 15 temporadas, action figures e canecas de cafe

Terceira temporada:
Uh…. agora as pessoas da ilha nao tem computador, internet e satelite….. e o lider na verdade nem existe.. eh tudo invencao..
Mataram o Santoro com apenas 2 falas em 3 temporadas…
nota da producao: eles nao estao mortos…tudo sera explicado, no seu tempo.

Quarta temporada:
Tem um cara q consegue sair e voltar da ilha… acho q precisamos trazer aquele lider de volta hein?
nota da producao: precisamos comecar matar os personagens caros ( tipo o Michael ), CGI esta mais barato q filmar em Ibiza

Quinta temporada:
Vamo leva todo mundo pra fora da ilha, dar um final feliz, e rezar pra NBC cancelar a gente pra nao precisarmos explicar a farofa q fizemos nas temporadas anteriores
nota da producao: precisamos dar um tempo…. ( entre quinta e sexta, teve quase 1 ano de espera )

Sexta temporada:
Fodeu galere… vamos ter q explicar tudo!
O lider existe, vamo mata ele, colocar um outro malvadao na historia.
E agora a grande sacada do show……. eles estao mortos.
nota da producao: se o final nao colar, a gente ainda consegue fazer um dvd com uns extras e tal….. AH, e ainda temos algumas daquelas canecas pra vender!

A Arte de Entrevistar Bem (Thaís Oyama)

Publicado por – 21/04/2010

A Arte de Entrevistar BemPode parecer estranho, mas algumas das minhas leituras mais agradáveis (e reveladoras) foram não-ficção fora da minha “zona de conforto” profissional e pessoal. É o caso de A Arte de Entrevistar Bem, um livro que busca orientar estudantes e profissionais nessa complicada tarefa de transformar conversas em jornalismo.

A autora já demonstra sua tarimba ao tornar o texto objetivo o bastante a ponto de não-jornalistas (como eu) acompanhem com facilidade. Para quem já foi entrevistado algumas vezes, vários momentos que me soavam como dissimulação e até ignorância revelaram-se, após a leitura do livro, técnicas sutis e apuradas para obter um material maior e melhor, muitas vezes até contra a vontade do entrevistado.

E ainda que nada disso interesse ao leitor (duvido), só os “causos” relatados por grandes nomes oriundos de veículos como CBN, Veja, O Globo e The New York Times divertem bastante. Se você quer dar um “break” nas leituras da sua área, dê uma folheada e considere. Para jornalistas eu realmente não sei se é bom ou não – mas é parte do ofício deles apurar, né?

Chester em NY

Publicado por – 13/04/2010

No fim do ano passado fiz uma viagem curta para o Canadá a trabalho - e por conta das escalas de vôo, decidi passar o final-de-semana em Nova Iorque. Sei que já faz um tempinho, e também admito que é uma viagem "normal" (comparando com as que já bloguei) - mas é um lugar que eu queria conhecer há tempos. Seguem, portanto, as fotos e as minhas impressões:

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HOWTO: Python 2.6.5 + Django (via Passenger WSGI) at DreamHost

Publicado por – 08/04/2010

Dreamhost is a pretty decent provider for people with lots of small websites. I didn't expect them to have, say, Python 3 (although I'd love to), but I was surprised to find their official support is just for 2.4!

There are instructions for custom builds, but they are not much supportive ("If you are positive that you need to install Python, reconsider"), and a few unofficial ones. Here are the steps I used - try them at your own risk, since I can't give any guarantees other than the fact that they worked for me (hint: create a new subdomain with its own user and try that there first.)

(These instructions might also work for Python 3.0 - just replace the version numbers accordingly. I did not test that (yet), but if you do, please let me know.)

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Yahoo! Open Hack Day Brazil 2010

Publicado por – 25/03/2010

Essa mochila foi um dos prêmios dos vencedores. Clique para outras fotos do evento.Conforme prometido no post anterior, eis minhas impressões sobre o Yahoo! Open Hack Day Brazil 2010. O evento já foi tão comentado que corro o sério risco de chover no molhado, mas eu não poderia deixar passar em branco.

A organização foi irrepreensível – tínhamos tudo o que era preciso para um fim-de-semana fantástico: espaço, alimentação, transporte, conectividade e o apoio constante de yahoos daqui e de fora para aproveitar muito bem e pirar na criação dos hacks.

Os participantes também se ajudavam bastante: o IRC ajudava a trocar informações técnicas (através do canal #brhackday do freenode), e era muito comum um ir narigar a bancada do outro, fosse para pedir ou oferecer ajuda, dar palpites ou mesmo para mostrar o que tinha feito.

Eu e a Bani tivemos uma alegria extra: o nosso hack (SlideMeme) foi premiado na categoria “Melhor Hack com o Meme” – um prêmio realmente inesperado, dado que a categoria contava com concorrentes de peso – eu fiquei particularmente impressionado com o Meme On Facebook, que, a exemplo do Twitter Meme, integra duas redes de forma 100% transparente.

O grande (e merecido) premiado do júri e do público foi o F1 Results, que mistura dados de corridas de Fórmula 1 com uma evolução (devidamente mencionada) do layout do Wii Love Mario Kart, no melhor espírito hacker. Também é importante destacar a quantidade e qualidade de hacks que ajudam a tornar mais acessíveis as informações públicas/governamentais, nos quais o aspecto lúdico dá lugar ao social. O Pedro Valente fez um bom apanhado desses brinquedos sérios.

A única coisa que me entristeceu um pouco (e que eu não podia deixar de comentar) foi o formato de apresentação do japeguei.com.br. O que poderia ter sido uma maneira bem-humorada de mostrar uma ferramenta bastante interessante de obtenção de dados em redes pessoais foi mote de uma infeliz associação entre nerds e stalkers.

Tenho certeza que a intenção do grupo foi das melhores, mas assumir que a timidez característica dos nerds justifica essa forma de sociopatia (mais ainda: de contravenção penal) cruzou a fronteira. Posto isso, a aplicação ilustra bem as possibilidades de cruzamento que o back-end do Yahoo! oferece, e a idéia de classificar as “pegadas” é, de fato, engraçada (dando margem a agregar conceitos como ranking, reputação e tantos outros que permeiam as redes sociais.)

Outro ponto enriquecedor foram as palestras – independente do seu nível de conhecimento das plataformas, sempre tinha algo relevante para a criação do hack. E não era aquela coisa ultra-comercial característica desse tipo de evento. Parafraseando Kennedy, a pergunta não era “o que o Yahoo! pode fazer por você?”, e sim “o que você pode fazer pelo mundo, usando as ferramentas do Yahoo?”.

Enfim, me junto ao coro dos que consideraram o evento sensacional, muito acima de qualquer expectativa. Aguardo os próximos ansiosamente!

SlideMeme

Publicado por – 24/03/2010

Bani and ChesterBR @ Yahoo! Open Hack Day Brasil 2010O SlideMeme foi hack que eu e a Bani apresentamos no Yahoo! Open Hack Day Brasil 2010. O objetivo dele é oferecer uma forma visualmente agradável e conveniente para postar apresentações do SlideShare no Yahoo! Meme, e claro que ficamos muito contentes por ele ter sido premiado como melhor hack na categoria Meme!
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