Arquivos para julho, 2003

O Mundo de Disney, de Álvaro de Moya, é uma antologia relativamente recente (1996) que eu encontrei em promoção em uma livraria.

Por ser o autor quem é, eu esperava um enfoque maior nos quadrinhos Disney, mas o livro vai mais para o lado dos desenhos animados. É compreensível, mas eu me senti um pouco frustrado. De qualquer forma, é bastante completo, focando mais nas pessoas e no momento histórico do que nos desenhos em si.

Aproveitando a oportunidade: saiu, há umas duas semanas, a Crocodilo no. 2. Teve até propaganda na Locomotion. A “qualidade” se mantém a mesma, e o preço baixo (acho que os caras sacaram que no. 1 de qualquer coisa vende mais mesmo, e resolveram faturar em cima). Se a primeira, que era mais cara, já valia a pena, essa nem tem discussão.

Fora isso, li Shaman King (que me surpreendeu, vou acompanhar na certa) e o A Última Noite de Casanova, de Hunt Emerson (anunciado na contra-capa da Crocodilo 2). Tá certo que nunca fui muito fã do Emerson (pelo menos não tanto quanto de Crumb, Shelton e cia.), mas não entendi o auê em torno dessa edição. Achei ok.



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Ah, as férias da USP… depois de um semestre usando todo o tempo livre para estudar, estou extrapolando todos os limites no que se refere a fazer coisas inúteis.

mencionei a existência dos sites “Mr. T versus …”, e resolvi criar o meu próprio. O alvo foram aquelas consultorias de TI estilo Dilbert que falam, falam e não fazem nada (mas cobram uma fortuna por isso).

Um dia eu escrevo com mais seriedade sobre o assunto – agora eu só quero descarregar um pouco. A história está em inglês, como todas as outras do Mr. T. Se isso não for problema, clique aqui para ler.



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Fui assistir a Pessoas Invisíveis, uma peça baseada em diversas obras de Will Eisner. Com um certo pé atrás (que eu sempre tenho com essa idéia de “cross-media”, especialmente quando envolve quadrinhos), gostei bastante do espetáculo: a história é uma amarração de diversas histórias do mestre, das mais conhecidas como O Edifício até outras não tão difundidas, como a do homem que sabia voar (uma das minhas favoritas).

O começo deixa um pouco a desejar – tanto o cenário quanto o elo entre as histórias são um pouco difíceis de situar, apesar (ou por causa) do esmero na produção. Contudo, assim que o cenário muda para a Dropsie Avenue, a história entra nos eixos. O resultado final é uma peça divertida, especialmente para fãs do Eisner. Os figurinos dão um show a parte: o Gerhard Shnobble e o síndico do edifício da avendia Dropsie, entre outros, são encarnações fantásticas do “jeito Eisner” de retratar tipos comuns. Sozinhos já valem o espetáculo.



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Um dos motivos que me deixam um pouco reticente para escrever sobre informática é que este é um assunto sério, que normalmente é tratado de forma leviana. É fácil perceber neste site que eu prefiro escrever sobre assuntos levianos e tratá-los de forma séria.

E ainda por cima eu encontro bons artigos como este, que mostra uma perspectiva interessante sobre a questão J2EE x .Net. O artigo me causa duas frustrações: não apenas o cara “teve a minha idéia”, como fez isso há seis meses atrás. Mais um ponto para pensar menos e fazer mais.



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O Último Segundo publicou um artigo que eu escrevi comentando os riscos da boataria e do alarmismo quando o assunto é segurança de redes.

O artigo até é interessante, e a oportunidade de publicar na imprensa séria é ótima, mas o que me ganhou a semana foi o fato de terem acionado um dos melhores ilustradores que eu já conheci, o “Serginho” Guilherme Filho, que mandou muito bem na ilustração ao lado. Matou a pau, Serginho!

Ah, vale lembrar que, além de ilustrar, o cara é músico das bandas The Beatless e GRAM. A primeira eu já tive a oportunidade de ver ao vivo, e curti muito. Da segunda tem várias palhinhas no site, confira.



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Acabo de concluir a leitura do terceiro volume de Gen – Pés Descalços (Hadashi no Gen). É realmente um daqueles quadrinhos para os quais não se tem palavras. Através do garoto Gen, Keiji Nakazawa faz um relato autobiográfico de como foi a vida antes, durante e depois da bomba. Aos olhos de Gen, este sofrimento do mundo adulto se mistura com os problemas de criança, mas, ao mesmo tempo, a sua alegria de criança o ajuda a superar aquele inferno que nenhuma criança ou adulto deveria conhecer.

Ao contrário do que possa sugerir, não há nenhum tom anti-americano – a mesma objetividade usada para mostrar o sofrimento dos sobreviventes com os efeitos da bomba é utilizada para mostrar como o governo japonês lançou na miséria a sua população, priorizando a alimentação dos soldados e a construção de armamentos de guerra, e como os japoneses hostilizavam os estrangeiros, particularmente os coreanos, qualquer que fosse a situação. Fantástico, fantástico.

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Com o fim das aulas, pude organizar um pouco esta página, e vi que tem algumas coisas (especialmente fotos) que não se encaixam em lugar nenhum. Daí criei o mondo bizarro, um lugar para colocar essas tranqueiras sem pensar muito nas conseqüências.

Também dei uma boa ajeitada na história do meu Apple IIGS com gabinete de tupperware. Com o texto revisado, contei o resto da história, coloquei um índice e inclui as fotos finais. Agora posso jogar Lode Runner em paz.

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