Mês: setembro 2003

A publicidade menos pior

25 de setembro de 2003

Enquanto somos obrigados a aturar aberrações de marketing do calibre do “experimenta, experimenta” (alguma TV paga chegou ao cúmulo de gastar meu tempo e dinheiro com um making-of dessa patasquada), os gringos se divertem com a campanha de relançamento do Napster, na qual vários cartazes de rua aparecem sobrepostos por adesivos com o logotipo da empresa .

Parece ser mais um twist bizarro da guerrilha anti-marketing – um subproduto interessante dos estranhos anos 90. Claro, os verdadeiros adulteradores de cartazes não curtiram muito. Mas faz parte.



Hello, kitty… what are you doing there???

15 de setembro de 2003

É, minha gente, é isso aí mesmo: um vibrador da Hello Kitty! Claro, é vendido como “massegeador de costas”, e até passa despercebido entre os badulaques da típica bolsa de adolescente feminina. Mas nem a loja virtual bota muito uma fé no uso recomendado pelo fabricante.

Respeito quem usa, mas pra mim masturbação é coisa séria: o que diabos a pessoa pensa quando está sendo possuida pela Hello Kitty??? Pouco importa seu sexo biológico, opção, ou o que quer que seja: é bizarro demais, até para mim!



Notas Anteriores

Restolhada do Marcatti

15 de setembro de 2003

Com o trabalho e as provas se acumulando, sobra pouco tempo para ler, assistir, navegar, fuçar, enfim, garimpar matéria prima para escrever aqui. Mas acabei dando de cara com o álbum Restolhada. O autor, Marcatti, dispensa apresentações – ou melhor, eu achava que dispensava – até ler o álbum.

Para mim, o Marcatti sempre foi aquele cara totalmente escatológico, dono de um traço “sujo” (como ele mesmo define), cujo zelo quase religioso pela a estrutura e pelos detalhes faz você querer mais, mesmo sem entender o porquê. Eu acreditava até que tinha algum material “pioneiro” dele, um fanzine de 1988. Ledo engano.

A coletânea compreende umas umas quinze histórias das mais diversas fases do autor (sim, ele já fez histórias sem um único ato erótico ou nojento), que, aliadas à entrevista da abertura, permitem uma visão menos simplista do seu trabalho.

Comecei a entender (e compartilhar) um pouco mais do respeito que praticamente todo mundo na área de HQ tem pelo cara. O livro é relativamente antigo (2000), mas eu achei em prateleira de livraria, então deve ser fácil de encontrar. E é bom lembrar que o Marcatti voltou às bancas com o Fráuzio, outro que vale cada centavo (e olha que são poucos centavos – o gibi é baratinho).