Mês: março 2004

Toothing: metendo os dentes

Publicado por – 23/03/2004

no trem: pode ser ou tá difícil?Eu estou quebrando a cabeça desde o ano passado pra encontrar alguma utilidade para o Bluetooth (tecnologia de rede sem fio de curto alcance para palmtops e celulares), ainda mais com o surgimento do WiFi (a mesma coisa, só que com alcance maior) e das novas alternativas de acesso à internet pelo celular.

Os britânicos vieram em meu socorro: segundo este artigo do Wired News, a onda na Inglaterra é o toothing, prática na qual pessoas que não se conhecem combinam uma “rapidinha” em locais públicos através de seus aparelhos com Bluetooth. Imagine isso: você está lá, vindo do trabalho, e pinta uma proposta de sexo rápido! É bem mais divertido que ficar lendo notícias no AvantGo…

Consórcio de mosh

Publicado por – 22/03/2004

mosh descontroladoO amigo Edu me trouxe à luz da triste constatação de que, chegando na curva dos 30 anos, corremos o sério risco de passar desta para a melhor sem jamais ter feito um “mosh” (movimento também conhecido como stage dive, que consiste em subir no palco durante um show de rock pesado e mergulhar no meio da platéia). Afinal, já quase não temos mojo suficiente para ir a um show desses, imagine reunir boa-vontade suficiente para correr tamanho risco de estatelamento.

Consideramos até a contratação de uma platéia particular, mas esta idéia evoluiu para outra, bem mais interessante: o consórcio de mosh. Consiste em juntar umas duas dúzias de trintões frustrados sem mais o que fazer, arranjar uma banda qualquer para tocar e nos revezarmos como platéia. A idéia tem um misto de patético e genial que não me deixa decidir – de tal forma que não pude deixar de perguntar: será que alguém mais toparia? Quem for doido o bastante, por favor, fale comigo.

Orkut

Publicado por – 21/03/2004

Nunca me liguei nesses “sites de relacionamento”. A paquera online não faz parte do meu cotidiano, e, apesar da idéia de uma agenda de contatos permanentemente atualizada ser sedutora, o risco potencial de spam não compensa. Até que surgiu o Orkut, filiado ao Google.

A história dele já é interessante por si, pois revela uma característica curiosa do Google: eles incentivam seus funcionários a desenvolver projetos pessoais em horário de serviço. Claro, se o brinquedo ficar bacana (como este ficou), o Google assume. Mas ainda assim é interessante.

No começo não dei bola para os convites que recebia por e-mail, até que uma pessoa que eu levo muito a sério me convidou. E vi que o site resolve, logo de cara, três dos meus problemas mais básicos: lembrar quem era fulano (fica fácil com a foto e dados pessoais), saber de onde eu conheço ele (basta analisar os contatos comuns) e ter telefones/e-mails/etc. atualizados.

O serviço ainda pode melhorar bastante, particularmente na velocidade dos “convites” para novos usuários. Independente disto, a experiência é positiva. E o Google por trás confere uma certa garantia de que os dados só serão revelados realmente para pessoas autorizadas.

Tem o charme maçônico: só é possível entrar na rede através de convite. Pode parecer uma versão online daquelas filas criadas artificialmente nas portas das casas noturnas para passar a idéia de que são concorridas, mas realmente não faz sentido entrar no site se você não tiver contatos dentro dele – fora que é um truque inteligente para controlar a escalabilidade do sistema.

Não sei como se compara com os outros do ponto de vista dos paqueradores online, mas achei fantástica a idéia do “crush-list”: você indica ao sistema as pessoas por quem tem alguma atração, mas ele não as avisa. Apenas se alguma delas indicar ter atração por você é que ambos são notificados. Ah, se eu tivesse isso quando era moleque…

Amar é…

Publicado por – 17/03/2004

Eu achava que as figurinhas “Amar É…” eram coisa brasileira. Meu engano foi desfeito através da seção Love Is… do ComicsPage, que traz dúzias desses quadrinhos/figurinhas feitos para pessoas… digamos… “sensíveis”.

Mesmo sem Internet, bastou o álbum ter como protagonistas duas crianças nuas que o underground logo bolou uma sátira – de péssimo gosto e qualidade, mas que se tornava engraçada num contexto em que as tais figurinhas vendiam como água. Mais ainda: deu pra encontrá-la no Google Image Search logo de primeira. Taí:

sacanagem com 'Amar é...'

Enfim um jogo realmente novo

Publicado por – 14/03/2004

Eu não comprei um videogame de terceira geração (PlayStation2, XBox, GameCube) até hoje porque, honestamente, acho que eles são todos sub-aproveitados. Os fãs de Halo que me desculpem, mas o que se vê nos jogos modernos é, essencialmente, o que se via nos jogos antigos, apenas com mais polígonos, efeitos sonoros e seqüências de cinema. D’oh.

Parece que o cenário está mudando: a Konami (tinha que ser) lançou um jogo chamado LifeLine que finalmente usa todo esse poder de processamento de forma original. O jogo, segundo matéria no Wired News obedece a comandos de voz. Não é o primeiro jogo que faz isso, mas parece ser o primeiro que o faz com este nível de qualidade.

À primeira vista, a quantidade massiva de palavras e frases que o jogo reconhece chama a atenção. Mas o verdadeiro charme é que você não encarna o personagem principal – ao invés disso, você é o homem de apoio dele, observando-o através de um monitor – muito mais verossímil para quem está num sofá olhando para um monitor, e certamente dá um outro nível de imersão.

Li rumores de que havia um demo para PC no site oficial do jogo, mas não encontrei nada (provavelmente porque o jogo foi lançado). De qualquer forma, se não fosse a falta de tempo livre, acho que hoje eu finalmente compraria um PS2.

Televisão é a imagem da besta

Publicado por – 07/03/2004

Faz sentido: é através da televisão que eu vejo a imagem de muitas das bestas deste mundo. Adicionei ao mondo bizarro algumas fotos dos outdoors deste gênero que andaram brotando na Marginal.

Brinquedos novos

Publicado por – 07/03/2004

ZX Spectrum +2Pra variar, a USP me sequestrou – mas o sumiço foi mais porque o velho e bom “museu dos micros de 8 bits” voltou à atividade: além de arrumar os disquetes que faltavam para o Mac512, recuperei diversos micros e acessórios da coleção antiga.

Além disso, arranjei várias coisas novas, que estou ligando e fotografando aos poucos. Comecei por este Spectrum +2 inglês: é a evolução do TK90x, com direito a gravador cassete embutido, teclado decente, tração nas 4 rodas, etc. Vou penar pra ligar (por causa da tomada e do sistema de TV europeus), mas vai valer a pena. Aguardem.