Qual o programador que nunca pensou em fazer as malas e tentar a sorte na Konami, na EA ou em alguma outro fabricante de games deste calibre? Pensando nisso, é curioso ler este artigo do News.Com, que mostra que tais profissionais passam por poucas e boas de forma muito semelhante às suas contrapartes em indústrias mais tradicionais. Chamaram a atenção os deadlines malucos que os obrigam a fazer horas extras insanas, mutas vezes não pagas. Já vi isso…
Só não foi a coisa mais interessante que li hoje porque o pesoal do Boing Boing cavou informações sobre “piratas modernos”: caras que abordam navios à moda antiga, só que com equipamento de espionagem via satélite e outras traquitanas. Muito mais style e nem precisa sair do Brasil – segundo o artigo, o nosso litoral norte tem bastante campo de atuação no setor.
Mês: novembro 2004
Desenvolvedor de jogos? melhor ser pirata!
Palitinho? cuspe a distância? não: empilhamento de copos
Tem circulado na internet um vídeo no qual uma tal Emily Fox monta e desmonta uma pirâmide de copinhos de plástico com uma velocidade impressionante, alegando um “recorde mundial”.
Pesquisando um pouco, descobri que a atividade de empilhar copos (Cup Stacking) é encarada como um esporte real – tem desde uma liga mundial até fabricantes de equipamento (copinhos, claro). Quero só ver se a Nike embarca nisso, ou se chega às olimpíadas.
Porque todo mundo tem um coração envenenado
Coração Envenenado é uma autobiografia (relativamente antiga, da metade dos anos 90) de Dee Dee Ramone, fundador, baixista e autor de boa parte das músicas dos Ramones (ele escreveu bastante material, mesmo depois de deixar o grupo). O livro (que eu sugiro comprar no site, na loja é mais caro) vai da infância do autor até a fase em que ele se livra da heroína – que não durou muito, já que a droga o levou à morte em 2002.
Fãs da banda (como eu) irão encontrar uma relação íntima entre a vida “largada” dos membros da banda e as suas letras, e também conhecerão um ponto de vista bastante contundente acerca das mudanças de formação. Quem não é chegado em rock pesado de três acordes pode se frustrar, pois sem esta referência o livro está mais para uma edição light de Eu, Christiane F..
Phoebe, a última assistente do beakman
Saudosismo não é comigo (tenho memória de peixe e uma imensa vontade de viver o agora), mas certas paixões do passado acabam voltando (especialmente quando do presente não ajudam).
Uma delas é a Phoebe (Senta Moses), a terceira assistente feminina de O Mundo de Beakman, sobre quem achei aqui algumas coisas bacanas – particularmente estas fotos.
Sim, eu sei que as predecessoras Lisa (Eliza Schneider) e Josie (Alanna Ubach), são tidas como mais bonitas (especialmente longe das roupas esquisitas e do Lester). Talvez seja o rostinho, talvez a personalidade – o fato é que a Phoebe é que dava o “clic”. Coisa de nerd adolescente, não dá pra explicar.
Pvp
Achei PvP quase por acaso. A tira conta as “aventuras” dos membros da redação de uma revista sobre jogos.
Pode parecer um tema pouco promissor, mas graças ao talento visual e narrativo de Scott Kurtz, o tema rende toneladas de piadas sobre nerds (ideais, claro, para nerds, mas acessíveis ao público humano). Dá pra queimar várias horas nos “archives”, já que a tira existe desde 98!
Ciclistas urbanos
O amigo e ciclsta Willian Cruz escreveu a primeira parte do que promete ser uma série interessante (e bem humorada) de dicas para quem quer burlar o caos urbano de uma forma saudável e não-poluente. Faz considerar seriamente a o assunto.
Arguile
Estava eu numa cafeteria quando um grupo de pessoas começou a compartilhar um arguile (aparelhagem para fumo, também conhecida como narguile, narguilé ou shisha). Lembrei dos Freak Brothers (que já vi usarem em alguma história) e daquele episódio do Pica-Pau em que ele é tragado para dentro de um pelo Zeca Urubu.
Felizmente que me acompanhava teve a cara-de-pau (que sempre me falta nessas horas) para puxar assunto e pedir para experimentar, no que fomos gentilmente atendidos. Era uma espécie de essência de maçã, de aroma muito agradável, que deu para a gente se divertir.
Não é algo assim fantástico, mas faz muito menos mal que cigarro (ao menos segundo a Wikipedia) e vale como experiência, ainda mais estando disponível em diversos bares e restaurantes.
Boners
Embora não tenha nada contra, nunca tive estômago para sites como o rotten.com (nem vou colocar link porque o negócio é pesado mesmo, vá por conta própria). Mas acabei levado lá por este interessante perfil do Michael Jackson, e acabei desembocando no Boners, um sub-site do rotten.com que eu não conhecia.
Os caras postam ali as fotos que recebem (e que não se encaixam no rotten). O resultado é que toda aquela tralha que vem por e-mail está ali, só que organizada e com boas legendas. Da próxima vez que você receber uma foto engraçada, não mande pra sua lista de contatos – mande pro Boners e deixe que as pessoas vejam quando for conveniente.
Transpiauí: uma peregrinação proctológica
Sem maiores delongas: li o Transpiauí: uma peregrinação proctológica, do semi-famoso MrManson (uma das mentes criminosas por trás do Cocadaboa). Demorei porque tentei achar nas livrarias online tradicionais, sem sucesso. No entanto, a loja online do Cocadaboa funcionou bem, e entregou rápido.
Os textos do MrManson no site sempre abordam o lado tosco de qualquer assunto que seja. Só assim para tornar interessante um livro sobre uma viagem ao meio do nada, na qual o autor nada fez. Não muda a vida de ninguém (e nem promete isso), mas garante umas boas risadas.

