O que pode ser melhor do que exercitar as pernas jogando DDR? Colocar os braços na parada. Graças ao Eye Toy, isso é possível - e eu até paguei o mico de gravar um vídeo, porque sem ver é difícil de acreditar que funciona…
UPDATE: Eu perdi esse vídeo faz tempo, mas o texto que escrevi sobre o assunto dá link para vídeos semelhantes.
Mês: fevereiro 2005
Eye toy + ddr
Quadrinhos sobre graduação
PhD: Piled Higher and Deeper é mais uma daquelas tiras gratuitas online que, mesmo existindo desde 1900 e guaraná com rolha, eu só descobri agora. O autor (Jorge Cham) aparentemente começou a tira quando estava na faculdade, meio que para desestressar, e a coisa foi engrenando.
Os primeiros anos são bem crus no geral, mas a partir de 2001 ele começa a acertar o traço. Não é a tira mais incrível do planeta, mas é divertida (fora que site é muito bom em termos de visual e navegação). Certamente quem já passou (ou está passando, como eu) pelo calvário da graduação vai se identificar.
Mundinho animal
Quem já conhece o Allan Sieber (Preto no Branco) provavelmente já viu ele elogiando um tal Arnaldo Branco (e olha que para o rei do mau humor elogiar algo ou alguém é difícil).
Fica o toque: as tiras dele também estão disponíveis online. É um quadrinho tão forte quanto o do Allan, mas mais bem humorado (ou eu me deixo influenciar pelo colorido, sei lá). E, assim como o Sieber, o Arnaldo tem um blog, no qual posta cartuns e afins quase diariamente.
Santa escócia!
No final dos anos 80 era exibido no Brasil um desenho (fotos aqui) que revezava episódios do Super-Homem e do SuperBoy. Em ambos, o personagem usava muito a expressão “Santa Escócia” (ou “Grande Escócia” – não tenho muita certeza se era uma, outra, ou ambas). A pergunta que ocupou as mentes vazias dos Stone Age Scanners por meses era: o que diabos tinha a ver o Super-Homem com a Escócia???
Esse é o tipo de coisa que você encontra fácil – desde que saiba o que está procurando. E nós não sabíamos. Queimei um bom tempo antes de desistir e esquecer o assunto. Até que me deparei com uma tira amadora do Scott Kurtz, feita em 1991, na qual um herói-paródia exclamava “Great Scott!“.
Ding. A partir daí foi fácil descobrir (aqui, por exemplo) que a expressão era comumente usada pelo personagem nesta época, tanto nos quadrinhos quanto nos desenhos, e provavelmente os tradutores optaram pela sonoridade em detrimento da precisão.
E antes de malhar os caras é bom considerar que a expressão já não fazia muito sentido para o Super-Homem no original – mesmo porque, Super-Homem à parte, a origem da mesma já gerou bastante controvérsia. Apesar da inutilidade geral do assunto, o tempo que eu gastei procurando me motivou a deixar registrado aqui: “Santa Escócia!” = “Great Scott!”.
Mp3 player de garagem
Fui conferir o tão falado Minty MP3, um player de música digital feito em uma caixa de “mentinha”. De fato, o jeitão descolado da caixinha impressiona, mas eu fui fisgado pelos detalhes técnicos – a começar pela própria caixinha (que, sendo metálica, diminui bastante o ruído eletromagnético). É impressionante a quantidade reduzida de componentes de prateleira, cada um executando funções bastante elaboradas.
A música, por exemplo, fica em um cartão CompactFlash. Este formato é desdenhado pelos usuários de câmeras digitais pelo tamanho, mas sua principal vantagem é a flexibilidade: é possível ler/gravar arquivos usando desde uma simples comunicação serial até uma interface IDE (ele “conversa” ATA, o mesmo padrão usado por HDs e CD-ROMs).
Um microcontrolador faz o papel de CPU, RAM e ROM, carregando e removendo as músicas do cartão flash. Ele envia as mesmas para um decodificador MP3 (sim, um chip especializado faz o que o meu 386 suava pra fazer). Colocando na frente um DAC (conversor digital-analógico), o circo está armado. O autor não se deu por contente e ainda adicionou conexão USB e transmissão FM – cada um também com um singelo componentezinho.
Claro, é preciso ter vários componentes “tradicionais” (resistores, capacitores) para conectar esses módulos todos, fora que a montagem não é muito simples de executar (o cara é do MIT, e recomenda um outro projeto menos radical para os mortais). Ainda assim, ele ilustra o quanto o “hobbyismo” em eletrônica evoluiu desde o final dos anos 70.
CORREÇÃO: O autor é, na verdade, uma autora (valeu, Mario). Quando vi MIT, cometi o ato falho de, sem pesquisar, associar um homem, dando a entender que nem tanta coisa assim mudou desde os anos 70. Mau sapão, mau sapão.

