Arquivos para agosto, 2005

E quando eu achava que já tinha visto de tudo no Orkut, encontro essa comunidade surreal. O próprio dono explica:

Eu ia casar em 17 de junho de 2006 (DOIS MIL E SEIS).
A noiva “fugiu”: pirou o cabeção e terminou comigo.
Agora a festa já está marcada e uma parte já está paga.
Uma amiga (a Renata Rodrigues) me sugeriu então que eu desse a festa assim mesmo e convidasse o pessoal pra ir.
Topei a idéia: vai custar R$30,00 por cabeça. Cerveja, refrigerante, salgadinhos e tal. Vai rolar até bolo no final.
Não vai ter valsa, gravata pros caras pagarem, bouquet pras garotas pegarem, tio chato, priminhos correndo e derrubando as coisas em você…
E o melhor: vou poder caprichar no som, sem ficar preocupado com o que os parentes acham do som que eu curto ou com o que eles gostariam de ouvir.

Genial, não? O mundo precisa de mais gente do bem assim.

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Tive a oportunidade de mandar pra dentro de casa todos os exemplares da F. e da Tarja Preta, revistas que têm em comum a presença do Allan Sieber e do Arnaldo Branco – dois dos caras mais presença do quadrinho nacional da atualidade, dentro e fora da web.

A F. tem mais cara de revista mesmo, contrastando com a encadernação estilo fanzine da Tarja Preta. Ambos têm papel bem ruinzinho, mas isso só ajuda a deixar o preço lá embaixo, e no final a qualidade do quadrinho é que salva o dia. Nesse quesito, tá tudo 100%, com o Branco arrebetando com Joe Pimp (um cafetão estilo ameriano que deixa você dias com a frase “shutup, biaaaatch” na cabeça) e o Futebol-Força Futebol Clube.

Pior é que na Tarja #1, ele é destaque também, em grande parte graças ao virótico Capitão Presença (herói do Arnaldo cujo superpoder é sempre ter em cima um cigarrinho daqueles que passarinho não fuma, e que já foi desenhado por meio mundo).

O mais matador é que uma das melhores histórias – “A Origem do Capitão Presença” – mal tem desenhos! Nada de pais mortos em becos ou naves alienígenas: o que vemos é o cérebro do Branco parindo o cara como se fosse uma agência de publicidade “criando” uma peça. Presença!

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Não sei qual é a motivação, mas o site auto-denominado Angry Alien Productions faz versões de 30-segundos em Flash de filmes famosos, trocando os atores por coelhos. Pulp Fiction e O Exorcista são impagáveis.

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MegaTokyo é mais uma série de quadrinhos exclusivos para a web que conheci recentemente. Conta a história de dois geeks americanos: Piro (o introvertido) e Largo (o beberrão completamente joselito) que acabam indo parar no Japão e, sem dinheiro pra voltar, vão se estabelecendo por ali.

A influência de mangá é forte, tanto no desenho quanto na história – que começa um pouco mais na linha de gags (no estilo do PvP ou do Penny Arcade), mas vai ficando mais densa depois que um dos autores (Carson) deixa o site e o outro (Gallagher) assume. Ambas as fases são interessantes.

A série é tão respeitada que motivou, por si só, a criaçao do MegaLettering: um software GPL criado com o único objetivo de facilitar a tradução de MegaTokyo para outros idiomas – incluindo o português do Brasil. Até onde verifiquei, a tradução é bastante fiel, além de ser constantemente atualizada.

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SissyFight 2000 é um jogo online das antigas para múltiplos jogadores que, para minha surpresa, ainda está no ar. O ponto forte, além da jogabilidade, é a ambientação: o jogo se passa em um playground, e os jogadores são… garotinhas (sissies)! O objetivo: zerar a auto-estima das outras meninas, mantendo a sua em alta.

Cada partida comporta de três a seis garotinhas, cada uma com dez pontos de auto-estima. As que perderem toda a auto-estima são eliminadas, até que sobrem apenas duas (que são declaradas vencedoras).

A cada rodada, os jogadores escolhem seus movimentos (sem que os outros vejam), e o resultado coletivo disto é computado. Por exemplo, o jogador A pode arranhar (scratch) o jogador B, o que lhe tira um ponto – exceto se o jogador B tiver se acovardado (cower).

Os melhores movimentos são sociais: se dois ou mais jogadores mexerem (tease) com um terceiro, este irá perder pontos proporcionalmente ao número de envolvidos. Cruel, não? Ou ainda: um jogador pode segurar (grab) outro, enquanto um terceiro o ataca. Há ainda a possibilidade de dedurar (tattle) todas as outras, o que tira pontos de todo mundo que estiver envolvido em brigas – exceto se duas dedurarem ao mesmo tempo, o que prejudica apenas as duas.

Finalmente, você pode lamber um pirulito (lick), o que recupera alguns pontos – mas te deixa mais vulnerável a ataques: se alguém te arranhar enquanto você lambe o pirulito, você engasga e perde pontos extras.

Enfim, é preciso um misto de estratégia pessoal *e* social: há um chat no meio do jogo, o que permite fazer e desfazer alianças com o andamento da partida. E ao contrário dos MMORPGs que estão na moda, uma partida dura algo em torno de 5 a 10 minutos, o que permite doses homeopáticas de lazer. É bizarro, mas muito divertido!

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