Arquivos para outubro, 2005

Um detalhe de uma interpretação de A Persistência da Memória, um dos quadros mais famosos de Salvador Dalí. Não sei ao certo a origem.Sempre tive a impressão de que o horário de verão era uma “sacada” recente, coisa de vinte ou trinta anos atrás, embora não soubesse justificar tal sensação. Mal sabia eu que a idéia havia sido sugerida pela primeira vez em 1784 – por ninguém menos que Benjamin Franklin.

Mais ainda: acompanhando a listagem dos decretos-lei sobre horário de verão no Brasil, mantida pelo Observatório Nacional (que também disponibiliza um curioso serviço de hora falada em tempo real e outras coisas interessantes), descobri que o horário de verão foi insituído no Brasil em 1931, por Getúlio Vargas.

E também achei na lista o motivo de ter tido a impressão de ser coisa recente: dentre os numerosos desserviços que a ditadura militar prestou ao Brasil, figura o decreto no. 63429, de 15 de Outubro de 1968, através do qual Costa e Silva revoga o horário de verão.

O texto menciona uma “exposição de motivos” feita pelo Ministério das Minas e Energia. Mas, claro, o ministro em exercício (conforme a página do ministério) era José Costa Cavalcanti, também militar, e da mesma estirpe de Costa e Silva (veja-se, por exemplo, que ele foi um dos signatários do AI-5). Claro, a tal exposição deve ter sido muito científica…

A bagunça no campo da energia só foi consertada quando o mesmo ocorreu no campo político: em 1985, José Sarney coloca novamente em vigor a medida, que tem sido renovada até hoje. Claro, há quem questione os benefícios da prática ou a metodologia usada (a falta de uma regra clara para o início e o fim do mesmo, por exemplo, gera grandes dores de cabeça para quem trabalha com informática). De todo jeito: tirar o Brasil da rota que todo o resto do mundo seguia é coisa que só podia mesmo ter saído da cabeça dessa turma…

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Nego me pergunta porque eu não assumo a linha do início dos tempos desse blog, que era de pinçar notícias bizarras na imprensa. A razão é tem gente muito mais competente que eu (ou, ao menos, com mais tempo disponível) fazendo isso.

A bola da vez é o Putzz!. Tem de tudo: empresa americana que vende terreno na lua, motirista que atropela dezenas de pessoas para desviar de um gatinho e até o retorno “triunfal” das paquitas – isso numa olhada rápida dos últimos posts. E ainda que nem sempre traga o link da notícia original ou a data, a fonte é religiosamente citada – ponto muito positivo.

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As versões americanas do DDR (Dance Dance Revolution) têm a vantagem de permitir que a gente conheça os artistas por trás de cada música – especialmente as interpretações diferenciadas das mais conhecidas. Por conta disso, fiquei sabendo que essa semana morreu o cara mais “style” dos videoclipes do jogo, o Captain Jack.

“In The Navy”, “Only You” e outras tantas músicas mostram como o cara é competente. Claro, a menina bonitinha – que eu tenho a impressão que mudou entre o 6thMIX (DDRMax) e o 8thMIX (DDRMax Extreme) – também ajudava, mas, enfim… AAA pra ele!

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Clique aqui (ou aqui) e você verá um círculo formado por manchas cor-de-rosa. A animação faz com que uma delas esteja sempre apagada, como na ilustração ao lado. Até aí, tudo bem, mas…

Coisa bizarra 1: se você olhar fixamente para a figura, o lugar onde a mancha rosa se apaga fica verde (tem até gente que não consegue perceber que não tem nenhum verde na figura).

Coisa bizarra 2: fixe bem o olhar na cruz e… as manchas cor-de-rosa desaparecem! Sai, demônio, sai desse micro que não te pertence!

UPDATE: Hoje saiu um mais bizarro ainda no Boing Boing: aqui você vê um rosto “bravo” à esquerda e um rosto “calmo” à direita. Afaste-se do monitor e tenha uma surpresa!

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Não sou muito adepto do gênero terror – seja em quadrinhos, filmes ou livros (e nem é medo, antes fosse: o meu caso é uma certa insensibilidade ao assunto).

No entanto, Ring – o chamado (mangá baseado na mesma história dos filmes americano e japonês) está me levando a reconsiderar tal posição. A história é envolvente, e o final dá aquele satisfatório nó na garganta, o que poucos gibis têm feito ultimamente.

Não vi nenhum dos filmes baseados na história, mas quem leu diz que são adaptações fieis, logo, quem for do cinema para o gibi não trará surpresas. Se você ainda não leu nenhum, eu recomendo o mangá – apesar de um pouco mais caro que a média, tem apenas dois volumes. E ambos estão nas bancas.

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O College Sex Advice é uma coleção massiva de pequenos fatos sobre sexo. O tom é bem-humorado, mas, no geral, os fatos apresentados são precisos.

O que me divertiu mais foi o lado “cientista” do site, que se apresenta em seções como a que responde quanta água cabe numa camisinha, o incrível guia para a auto-felação ou as hilárias masturbações que não deram certo. Esta última lista eu recomendo – não apenas pela diversão, mas porque pode economizar muita dor e constrangimento…

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