Arquivos para janeiro, 2006
Arquivos por Mês
qui 26 jan 2006
Raramente deixo livros inacabados. No entanto, o indigesto A Voz do Fogo, do Alan Moore, foi um desses casos. Dizem que fica bom lá pelo meio – mas a caminhada é longa, e a vida é curta. Pra piorar, deixou uma seqüela: fiquei cismado com autores de quadrinhos que entram no campo da literatura.
Felizmente, o mesmo quase-ex-amigo que indicou este livro redimiu-se trazendo o ótimo Deuses Americanos. O autor (Neil Gaiman) compartilha com Moore a origem inglesa e o renome enquanto roteirista de quadrinhos com fortes elementos de fantasia, mas voltados a um público mais maduro.
No livro, Gaiman mostra a jornada de um presidiário nos EUA de hoje, cuja libertação o leva a uma série de viagens através dos Estados Unidos, nas quais se coloca em pauta o destino das divindades quando aqueles que nelas acreditam (e que, como é costumeiro na obra de Gaiman, as mantém vivas através de sua fé) deixam suas regiões de origem e se aglomeram em uma terra cujas poucas tradições divinas foram praticamente dizimadas.
Mais ainda, o livro leva o leitor a se perguntar qual seria o verdadeiro altar americano: aquele lugar nas igrejas ao qual os poucos visitantes dedicam moderada atenção, ou aquele aparelho na sala de estar, em torno do qual praticamente todas as famílias mantém vigília silenciosa todas as noites? Questionamentos deste tipo são o cenário através do qual o personagem principal vai redescobrir sua própria origem – e nela, encontrar seu destino. Livraço.
Fonte: Sovi
seg 16 jan 2006
O anteriormente mencionado Folklore.org (site que conta os bastidores da história da Apple nos conturbados anos 80) virou livro recentemente – e nem por isso o pessoal das antigas do Vale do Silício parou de atualizar as histórias do site.
Fiquei impressionado ao conferir o portfolio de Susan Kare. Dá pra acreditar que a mesma pessoa desenhou, entre outras coisas, as fontes originais do Mac, boa parte dos ícones do Windows e também dos do OS/2? E ainda arrumou tempo pra desenhar as cartas do Paciência? Cool!
qua 11 jan 2006
O miniTruco é um jogo de cartas gratuito para telefones celulares e outros dispositivos móveis que suportem Java (J2ME), que pode ser jogado individualmente, ou em grupos de até 4 pessoas (via Bluetooth ou Internet/GPRS).
Você também pode jogar direto nesta pagina, usando o gadget à direita. Também é possível adicioná-lo à sua página pessoal no Google (e, em breve, no Orkut). O código original é de minha autoria, mas está disponível como código livre (GPL), o que permitiu a diversos desenvolvedores adicionar estratégias e novas características.
O endereço oficial do jogo é http://chester.blog.br/minitruco. Este post foi atualizado em 10/11/2007.
(mais…)
sáb 7 jan 2006
Quem anda do meu lado sabe: basta eu colocar o pé na rua e as coisas esquisitas do mundo acontecerem. Agora que tenho um celular com câmera, posso ao menos compartilhar esta sina com as pessoas. É o mundo bizarro do Chester (via Flickr e ShoZu).
sex 6 jan 2006
Isso é notícia bem velha: no começo dos anos 90, foi lançada uma série da Barbie que, através de um circuito de voz embutido, brindava as crianças com frases bastante edificantes para o desenvolvimento feminino, tais como “matemática é difícil” e “eu adoro fazer compras”.
Incomodadas com isso, algumas pessoas (que ficaram conhecidas na mídia como a Barbie Liberation Organization, ou BLO) resolveram aproveitar que a Mattel fabricava bonecos “Comandos em Ação” com um circuito de som semelhante para aprontar: eles compraram algumas dezenas destes bonecos, inverteram seus circuitos e os devolveram às lojas. Isto gerou situações interessantes nos lares: enquanto a Barbie urrava brados de guerra, o doce G.I. Joe suspirava comentando sobre seu casamento dos sonhos.
Essa história, como eu disse, é bem antiga, e tem mais detalhes aqui. A novidade é que os caras disponibilizaram na web o projeto (PDF, 132K) de como fazer a “cirurgia de transferência de cérebros” entre a Barbie e o G.I. Joe. E não é fácil não, tem que ter uma certa manha!
Fonte: RTMARK, via menção no BoingBoing
qui 5 jan 2006
Aplicações como o GMail mostraram que é possível ter níveis de interatividade na web muito próximos dos de uma aplicação desktop (com a praticidade de alguém cuidar da infra-estrutura para você).
Nesta linha, tive uma sensação positiva com o Meebo, que ainda não tem o nível de maturidade de um GMail, mas impressiona pela eficiência com que cobre a funcionalidade básica do Yahoo! Messenger, MSN, ICQ/AIM e Jabber.
Se continuar no ritmo em que está, mais alguns meses darão a esta aplicação potencial para rivalizar com Gaim e similares – tanto pela instalação zero quanto pelo fato de deixar logs e outros rastros no servidor.
Fonte: Geek4Fun (Russo)