Arquivos para março, 2006

O que dizer de um filme com a sinopse abaixo? (fonte: Cineprojeto 365)

“Siri, um anão negro, feio, semi-analfabeto, mudo (mas dotado de telepatia) é adotado por um casal com certa queda por orgias. Um dia a esposa se recusa a lubrificar seu ânus com margarina (só aceita manteiga), então o marido tenta sodomizar Siri, que escapa pela privada e vai viver uma verdadeira odisséia, com direito a lusitanos pan-sexuais, naves de formato fálico e um isopor térmico cheio de vibradores para satisfação auto-erótica.”

Trata-se de Fuk Fuk à Brasileira, uma espécie de “pós-pornochanchada” do meio dos anos 80. Neste período, o softcore das pornochanchadas dava lugar a cenas de sexo explícito – um movimento motivado tanto pelo fim da censura no país quanto pela concorrência dos filmes adultos estrangeiros.

No minuto em que recebi esta resenha, comecei a procurar o filme. Tentei sebos, eMule, o diabo, mas esta pérola não se encontrava em lugar algum. Sobrou uma alternativa: comprar uma cópia dele no Putrescine, um site especializado na venda de filmes alternativos.

A idéia de pagar por cópias não-autorizadas de qualquer mídia que seja não me agrada muito, mas o próprio site categoriza suas atividades como “um favor prestado de colecionador para colecionador”. Além disso, foi muito recomendado por amigos, de forma que resolvi experimentar. E não me arrependi: em menos de uma semana o filme estava em minhas mãos.

O veredicto é: sim, o filme é exatamente a doideira descrita acima (na verdade, tem até mais viagens, mas não vou estragar). Rende boas risadas para quem tem o senso de humor flexível o suficiente para acompanhar as sandices mencionadas, e só por isso valeu o trabalho (e o custo) de ir atrás.

Enquanto material erótico, creio que deixa a desejar. Embora já esperasse algo assim da parte “chanchada”, me espantou ver que as cenas de sexo são executadas por um casting que, embora esforçado, está bem longe do melhor que a natureza pode mostrar. Isso pra não falar que qualquer forma de barbear ou depilação parece ter sido banida no set de filmagens…

De qualquer forma, continuando no espírito “de colecionador para colecionador”, resolvi disponibilizar o filme no eMule, para quem quiser conferir. Evidentemente deve-se tirar as crianças da sala, isso não é softcore na linha Sexta Sexy, é pornôzão mesmo.

Se você é adulto, vacinado, está ciente disso tudo e tem o eMule instalado, clique no link ed2k para baixar (ou cole-o no programa) e use o Quicktime para assistir. Alternativamente, faça uma busca global por “fukfukabrasileira”. E prepare-se para o que pode vir a ser a hora (ou meia hora, dando fast forward nas cenas de sexo) mais bizarra da sua vida.

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The IT Crowd é um seriado inglês sobre o departamento de tecnologia de uma empresa, no qual dois nerds completamente incapazes de manter uma conversa com um ser humano trabalham com uma chefe completamente incapaz de trocar uma lâmpada.

Questionamentos acerca do realismo dilbertiano e estereótipos à parte, o seriado rende boas risadas. Os produtores disponibilizaram os episódios para download, mas apenas para quem acessa a partir do Reino Unido. Claro, nada que não se resolva via Google Video (ou, para maior qualidade, baixando com BitTorrent).

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O Distributed Boing Boing foi uma maneira que um cara bolou para garantir o acesso ao blog mais invocado do planeta, cujo conteúdo tem sido cada vez mais bloqueado por filtros corporativos e governamentais.

A sacada está no fato de não ser nem um proxy público, nem um mirror: trata-se de um simples script PHP que recupera o conteúdo do Boing Boing on-the-fly e repassa para os solicitantes como se tivesse vindo do redistribuidor – o que burla filtros de URL.

Como é fácil de instalar, dezenas de pessoas já colaboraram com sua banda disponível. Eu mesmo resolvi entrar na onda instalando o distribuidor aqui no meu site. Vamos ver se aguenta…

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