Mês: maio 2006

Uncyclopedia e Desciclopédia

Publicado por – 30/05/2006

A Uncyclopedia surgiu como um contraponto cômico da Wikipedia – ali, o critério é a paródia e a falta de conteúdo. O resultado cômico nem sempre é incrível, embora verbetes como Java, AAAAAAAAA! e o dos gatinhos (aqueles que Deus mata toda vez que você se masturba) tenham lá o seu valor humorístico.

O que ajuda é que os brasileiros vêm ao resgate – verbetes como como Didi Mocó incentivaram a criação da Desciclopédia, contraparte em língua portuguesa da Uncyclopedia (da mesma forma que a Wikipédia para a Wikipedia). Verbetes como churrasco grego e orkut mostram que a galera promete. Como na Wikipedia, todo mundo pode meter a mão – só que aqui é como no jornalismo cão e na oposição: quanto pior, melhor.

Dúvidas? Pergunte a um ninja!

Publicado por – 20/05/2006

Não sei explicar exatamente o motivo, mas é divertido ver um “ninja” gesticulando nervosamente enquanto explica, com seu sotaque peculiar, assuntos que vão desde a relação entre os ninjas e a física até a neutralidade na rede.

Se interessou? Então confira o Ask A Ninja. Os episódios animados são interessantes, mas os de carne-e-osso são de longe os melhores.

“Robin, passe o bat-repelente…”

Publicado por – 12/05/2006

Não importa quantos filmes do Batman façam, nenhum deles supera o clássico As Novas Aventuras de Batman e Robin, com a impagável dupla Adam West e Burt Ward. Duvida? Então assita à hilária cena do helicóptero e reveja seus conceitos.

Quem consegue competir com o helicóptero de asinha? Com a bat-escada convenientemente marcada como “bat-escada”? Com a calma do nosso herói quando um “pequeno” perigo se prende à sua perna, e, acima de tudo, com a solução absolutamente imprevisível, digna apenas do mais precavido dos heróis? Um épico. Imperdível.

A verdadeira história da Loira Fantasma

Publicado por – 09/05/2006

Quem nunca ouviu falar da “loira fantasma”, tambem conhecida como a “loira do banheiro”? Lenda urbana recorrente nas escolas de primeiro e segundo grau (ao menos nos anos 80 e no pouco dos 90 que nelas passei), teve sua origem na redação do controvertido Notícias Populares – ao menos é o que garante a saudosa Revista General.

Na edição de número 13, publicada em 1995, o jornalista Mario Luiz Serra narra à entrevistadora Rute Domitila o acidente fotográfico ocorrido em 1966 na redação do jornal que teria levado à criação (quase que involuntária) do boato. A entrevista também narra outros casos interessantes, com destaque particular para o o igualmente popular Bebê Diabo (basta conferir no link acima a quantidade de manchetes relacionadas a ele).

E eu só tenho esses detalhes todos porque, graças às páginas de quadrinhos, esta e outras edições da General acabaram preservadas na minha coleção de gibis. Assim, na esperança de que nem os jornalistas mencionados e nem o Rogério de Campos (editor da revista na época) se incomodem, resolvi disponibilizar uma digitalização desta curiosa matéria.

Clique aqui (PDF, 1.5MB) para ler a reportagem.

O Marketing depois de amanhã

Publicado por – 03/05/2006

O Marketing Depois de Amanhã, livro mais recente do Ricardo Cavallini, é de difícil definição. Seu primeiro trabalho (Boa Bronha – A arte de desperdiçar energia) usava a experiência de criar um dos mais divertidos sites adultos brasileiros para comentar, de forma irreverente, diversos aspectos sobre criação, produção e marketing na web.

Neste volume – um pouco mais sisudo, mas sem perder o inconfundível estilo Cava (“processos contra usuários (…) como os que a RIAA está movendo, são tão efetivos quanto a polícia dar porrada em maconheiro”) – não há um ponto de partida definido: o autor explora a relação entre novas (e algumas velhas) tecnologias e a comunicação.

O resultado é um apanhado de fatos cuidadosamente verificados (coisa rara em livros deste gênero), que, fossem aleatórios, já o tornariam um catálogo de variedades digitais bastante divertido. Mas não o são: aliados às considerações do autor, acabam colaborando num objetivo único: abrir a cabeça do leitor para as diversas possibilidades das novas mídias.

Claro, o livro aponta diversas tendências – mas, fosse só isso, estaria fadado à obsolência antes de chegar ao prelo. Seu real valor, a meu ver, é mostrar como pode ser feita uma boa análise da cacofonia de informações, tecnologias e produtos que aparecem a cada dia – já que, para desespero de muitos, não há uma fórmula mágica para tomar decisões nesta área. O único meio acertado é saber interpretar esses “búzios”, e é nisso que o livro foca.

Enfim, é uma leitura interessante para quem se interessa por esses temas. Quem está um pouco mais antenado não vai se surpreender com os assuntos abordados, mas seguramente vai se beneficiar do quadro geral apresentado. E, o mais importante, vai se divertir no processo.

(não posso deixar de mencionar que resenha de trabalho de amigo é sempre suspeita, especialmente quando positiva. Ainda bem que a credibilidade do Cava no “mundo” da web é mais do que suficiente para que eu não tenha que me preocupar com este aspecto)

Cognatas

Publicado por – 02/05/2006

O Bart me mandou o link para Cognatas, uma página que coleta trechos de músicas estrangeiras que soam como se estivessem em português.

Claro, perde a graça depois de uma meia dúzia (ainda mais para quem já viu O Cara Tussiu e assemelhados), mas continua impressionando pela impossibilidade de não interpretar o significado alternativo quando ele é lido durante a execução.

É interessante notar que, sem qualquer layout ou elocubração (que seriam típicos de agências e portais metidos a descolados), a página captura bem o espírito “Web 2.0″: as músicas são todas colaborações de terceiros, e em questão de segundos (sujeitos apenas à aprovação) você adiciona o seu. Sabe como é, quem sabe faz, quem não sabe fica dando entrevista e correndo atrás de prêmio…