Nunca assinou um Podcast? Sugestão, comece com BroxaMusic (feed) – uma seleção do que há de pior na música, sem fronteiras temporais.
Quer uma amostra? Baixe o episódio 1 da série Novos Clássicos (mp3) e role de rir.
seg 27 nov 2006
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dom 26 nov 2006
Está no ar uma nova versão do miniTruco, na qual eu acertei alguns bugs.
Se o seu celular é um Nokia 3220, 5140, 6230, 6101, 6111, 6265 ou 6820 (ou qualquer outro que estivesse dando mensagens em aramaico, do tipo NullPointerException ou ArrayIndexOutOfBoundsException), experimente esta versão – e deixe um feedback, se puder.
sex 10 nov 2006
As coisas estranhas continuam me atropelando, mas de vez em quando eu consigo capturar.
Seguem os últimos updates do mondo bizarro.
qui 9 nov 2006
Nunca me liguei muito em festa junina, mas sempre reparei que 99% da trilha sonora vinha de discos do Mario Zan. Eu tinha as minhas dúvidas se ele era real (ou se ainda estava vivo) mas saiu na mídia que ele pulou sua última fogueira ontem, aos 86 anos.
Mas a festa continua – afinal, todo ano são sempre as mesmas músicas. E mesmo fora de época, você pode ouvir aqui.
qua 1 nov 2006
Outro dia chegou a uma lista de discussões da qual participo a notícia de que um cientista teria “provado matematicamente” que vampiros não existem. Como estudante de matemática de plantão, fiz a elocubração que se segue:
Seja m o mês atual (o mês 0 foi aquele em que, por algum motivo arcano, surgiu o Conde Drácula). Sendo os vampiros imortais, e supondo que cada um morda apenas uma pessoa por mês, temos que a quantidade de vampiros no mês M é dada pela função abaixo (exponencial, para os íntimos):
q(m) = 2m
A base é baixa, mas progressão geométrica é que nem coelho (ou: coelho é que nem progressão geométrica). Observe:
q(0) = 1
q(1) = 2 (o Drácula mordeu alguém no mês 1)
q(2) = 4 (o Drácula e o cara mordido no mês 1 morderam uma pessoa cada)
q(3) = 8 (cada um dos 4 mordeu um, and so on…)
…
q(10) = 1024 (o vilarejo foi pro saco, em menos de 1 ano… mas ainda assim parece que dá pra segurar)
q(11) = 2048
..
q(24) = 16.777.216 (em 2 anos, foram uns 2% da população mundial na época)
O senso comum diz que a humanidade ainda vai ter algum tempo, mas aqui é que entra o “poder coelhal” da exponencial – olhe o que uns poucos meses fazem:
q(25) = 33.554.432
q(26) = 67.108.864
q(27) = 134.217.728
q(28) = 268.435.456
q(29) = 536.870.912
q(30) = 1.073.741.824
Ou seja, em 2 anos e meio (2,5 x 12 meses = 30 meses) os vampiros superam a população mundial estimada (aliás, o artigo deve ter trocado as bolas, porque, “coincidentemente”, população mundial = q(29)-1 – provavelmente o artigo original não considerava o próprio Drácula e o jornalista confundiu cálculo com estimativa).
É o mesmo motivo pelo qual quando alguém vai tentar te convencer a entrar pra Amway / Herbalife / etc. você pode estar certo que a pessoa está mentindo: o único jeito de alguém ganhar as cifras que os caras dos pontos intermediários da estrutura alegam faturar é se a população inteira da Terra participar (e mesmo assim ainda falta nego).
Mas, por incrível que pareça, a matemática de colegial ainda tem uma coisa insanamente mais reprodutiva que a progressão geométrica: o fatorial. Aquela continha inocente:
1! = 1
2! = 2×1 = 2
3! = 3×2x1 = 6
4! = 4×3x2×1 = 24
Olha a m@#$@:
…
13! = 6.227.020.800 (ordem de grandeza da população *atual*, contando os chineses!)
…
24! = +/- 6,20e+23 (ordem de grandeza de 1 mol, i.e., da quantidade de átomos contidos em 12g de carbono)
52! = +/- 8,06e+67 (ordem de grandeza da quantidade estimada de elétrons no UNIVERSO)
Pra arrematar o dia: o mesmo 52! também é a quantidade de possíveis combinações em um prosaico baralho – sim, é da mesma ordem de grandeza da quantidade de elétrons no universo – isso dá um novo sentido para a frase “não faz maço e embaralha direito essa p#$%a”…
Em tempo: um colega aqui do IME alega que há divergências sobre a forma como surgem os vampiros, que eventualmente poderiam alterar este cálculo. Mas mesmo reduzindo significativamente o grau de infecção, o “fator coelho” (assegurado pela imortalidade dos vampiros) garante que das duas uma: ou eles não existem, ou somos todos vampiros.