Arquivos para abril, 2007

O título não é, nem de longe, bombástico – ainda mais quando se considera que ele trata do jornal cuja cereja do bolo eram justamente as manchetes chamativas. Isso pouco importa: o documentário em vídeo sobre o NP está no YouTube, e é delicioso do início ao fim.

Criado como trabalho de conclusão de curso por alunos da PUC-Campinas, o filme de 20 minutos é formado por depoimentos de ex-integrantes da redação. A pós-produção não é sensacional, mas a pauta e o roteiro, para mim, merecem formatura magna cum laude.

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Uma má notícia para quem queimou uma grana no Nike+iPod Sports Kit só para estar na crista da onda: vocês estão mais de 20 anos atrasados.

Em 1986 a Puma lançou o Puma RS Computer Shoe, um tênis com pedômetro digital que, assim como seu primo atual da Nike, se conectava ao produto mais popular da Apple – na época, o venerável Apple II.

O DigiBarn tem um monte de fotos, reportagens e até um vídeo com o sapato (já bem surrado). Admito que é mais fácil fazer jogging carregando um iPod do que um Apple II. Mas com o primeiro não dá pra descansar jogando uma partida de Karateka

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Eu ando por fora dos gostos da garotada: nunca assisti o desenho dos Quadrinhos Mágicos, e nem o Laboratório do Dequest. De videogames também estou fraco: não joguei nenhum jogo no Mega Driver, nem no Big Boy.

Essas e outras pérolas (que eu deixo como um literal “jogo dos 7 erros”) você pode conferir neste quadro publicado no Meio & Mensagem de 09/04, que prentendia apresentar aos leitores os gostos das crianças de hoje.

Fossem uma ou duas mancadas, vá lá – mas o quadro é recheado delas. Fora que não dá pra deixar de pensar que se o periódico foi tão displicente com a questão dos nomes (que cinco minutos de Google resolveriam) é pouco provavel que tenham sido mais cuidadosos na pesquisa…

(dica do Hildo e da Ludmila, velhos parceiros no crime)

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Acabo de descobrir que existe uma versão em português do HowStuffWorks, o site que se propõe a explicar os detalhes praticamente tudo: de bombas atômicas e tatuagens até a roupa do Batman. É um excelente complemento a fontes como a Wikipedia, oferecendo textos mais didáticos, livres dos limites naturalmente impostos pelo compromisso com a imparcialidade e pela edição coletiva.

A tradução, embora tecnicamente impecável, mantém muito o estilo gringo (lembra um pouco a National Geographic Brasil no início), embora até tente introduzir exemplos locais – por exemplo, o verbete sobre autodefesa verbal menciona a delicada relação entre o torcedor de futebol brasileiro e a senhora mãe do juiz. Para quem não lê inglês, é um prato cheio.

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Sei lá se precisava realmente fazer um curta – afinal, hoje em dia a grande mídia divulgadora das teorias malucas e/ou conspiratórias é o e-mail-corrente. De qualquer forma, Tarantino’s Mind é um curta-metragem que já vale pelo pastiche de juntar Selton Mello e Seu Jorge numa conversa de bar sobre filmes do Tarantino, independente de se comprar ou não a idéia que permeia o encontro.

Fonte: YabloG!

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Estava o pequeno Chester feliz, brincando com seu NDS, quando a tela sensível ao toque perdeu a dita sensibilidade. Do nada. Os jogos e programas continuavam funcionando, mas qualquer um que dependesse da mesma (i.e., qualquer um que não fosse o Mario Kart DS) não rolava.

Peregrinei de assistência técnica em assistência técnica, mas acho que ninguém gosta de mexer em NDS. Não sei se é pelo custo/benefício ou por serem relativamente poucos no Brasil, o fato é que fui desenganado até por aqueles tiozinhos mais ninja da Santa Ifigênia, Stand Center e similares pradarias paulistanas.

Fuçando um pouco, descobri que a tela agia como se tivesse um toque permanente no canto superior direito (fazendo com que qualquer outro toque fosse interpretado como o ponto médio entre eles, bem longe da área realmente tocada). Isso eu diagnostiquei graças ao Axe, um programinha que gera música eletrônica baseado no movimento da caneta (e que reproduz este movimento na tela).

Imaginando que alguma partícula estivesse travada lá dentro, limpei a não mais poder, sem muito resultado. Como não tem assistência técnica no Brasil (e a garantia já foi pro saco quando eu instalei o firmware alternativo para usar programas não-oficiais, como o Axe), resolvi abrir o bicinho por conta própria.

Não é trivial: em primeiro lugar, a Nintendo usa um tipo de parafuso alternativo: o Tri-Wing, cuja fenda em “Y” é um meio-termo entre a tradicional e o formato Phillips. Claro, nenhum lugar vende a chave Tri-Wing – ao menos nenhum lugar físico, já que no Mercado Livre tem várias opções (e eu me dei bem com esta).

O bom de viver na era YouTube é que foi fácil encontrar um vídeo que ensina a desmontar o DS. O cara, meio gripado (chuif), mostra passo a passo (chuif) como desmontar o brinquedo. Chave e vídeo à mão, fui à luta.

Como de costume, o trabalho exige uma paciência oriental. O meu caso era um pouco diferente do que o vídeo mostra: eu não precisei ir até o fim, mas tive que fazer o videogame funcionar desmontado (para testar a hipótese da sujeira atrapalhando). Deu um certo trabalho (por exemplo, para selecionar o Axe, tive que operar o NDS de cabeça para baixo), mas rolou: separando um pouco com o estilete o friso do sensor de toque, consegui passar um cartão de visitas e remover o que quer que estivesse causando o problema.

Foi tão divertido operar o videogame desmontado que eu até filmei um pouco (bem pouco, o limite do meu celular são 10s, fora que jogar Elite Beat Agents enquanto segurava o celular na outra mão foi um pouco mais difícil do que eu supunha):

Assim como no alpinismo, a volta é a pior parte. Montar os botões L e R é praticamente um jogo por si só, e você deve tomar *muito* cuidado para não misturar os parafusos – em particular, cuidado com o parafuso que fica sob a bateria (eu coloquei um grande ao invés de um pequeno ali, e por pouco não danifiquei bem a carcaça do meu DS).

No final das contas, o brinquedo foi remontado, e pude voltar a tomar as surras regulares do EBA. E depois deste episódio, o Trauma Center perdeu toda a graça.

UPDATE: O Tornado abriu bem o blog dele com uma descrição detalhada da troca do case plástico do Nintendo DS. Dicas úteis como o mapa dos parafusos tornam o artigo dele referência para quem for fazer essa “cirurgia”.

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Lendo o álbum Minha Vida, do sempre genial Robert Crumb, descobri um fato inusitado sobre a música que anunciava a entrada dos jurados do Show De Calouros.

Calma: o Crumb não assiste ao SBT. Acontece que um quadrinho reproduzia, como de costume, um trecho de uma música americana das antigas (Those Were The Days). A nota do tradutor (Daniel Galera) mencionava que a melodia da mesma era usada pelo seu Sílvio (a letra com o nome do jurado e o enchimento de lá-lá-lá até o final da frase musical vieram por conta).

O verbete da Wikipedia me levou além: a canção americana, por sua vez, importou a melodia de uma cantiga cigana russa (Дорогой длинною). Foi só fuçar um pouco para achar uma performance em vídeo da mesma. Quem quiser também pode ouvir uma versão moderninha da música americana em MP3, ou mesmo rever a versão final, isto é, a abertura do Show de Calouros.

Bonus track (achei por acaso): tudo o que você sempre quis saber sobre o Roque. Ma vem pra cá, ôe!

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O site do estúdio de piano de Chalres K. Moss abriga uma coleção de textos sobre música clássica, com um toque extra: você pode ir ouvindo trechos de cada composição à medida que lê as biografias dos seus autores.

É um achado para gente que, como eu, costuma saber o episódio de Tom e Jerry em que uma peça é executada, mas raramente conhece o nome ou o compositor.

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