Arquivos para maio, 2007

Nada como falar de quadrinhos um pouco para desopilar. Ando lendo um bocado de coisas ultimamente, mas hoje o assunto é Questionable Content. Não faço a menor idéia de como encontrei este webcomic – mas dado que o autor (Jeph Jacques) lê várias coisas que eu também leio, como Diesel Sweeties, não é surpreendente que eu tenha curtido.

O enredo é difícil de definir, mas começa com a relação platônica entre Marten e Faye, e a partir daí se desenvolve para todos os lados, misturando humor, drama e referências culturais (que começam amarradas no universo indie, mas logo se tornam mais cosmopolitas). Pense Love Hina, com ritmo e diálogo lembrando Gilmore Girls e ambientação de Friends.

Ah, tem um único elemento de sci-fi, o robôzinho PintSize (um AnthroPC, no vocabulário da série) que no começo é meio chatinho, mas acaba se tornando um contraponto cômico comparável ao Skull de PvP.

Os primeiros episódios não animam muito em termos de arte, mas o autor evoluiu constantemente, e de 2005 para cá atingiu um nível muito bom, realmente agradável aos olhos. Ele ainda não se solta 100% com os cenários (particularmente nos raros momentos em que os personagens saem do circuito apartamento-cafeteria), mas os personagens estão estado-da-arte, e para este tipo de história, é o que conta.

Como bônus, observar o o processo de ilustração do cara é divertido – até para não-artistas como eu.

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O Sandro Rodrigo Gasparoto fez duas importantes contribuições no miniTruco: uma nova estratégia para a CPU e frases mais bacanas para os balões, tornando-os mais variados e coerentes com o clima de uma mesa de truco.

A nova versão pode ser baixada para o PC na página de sempre ou diretamente no ceular, acessando o endereço m.chester.blog.br.

Eu ia subir esta alteração mais pra frente, junto com outras (incluindo uma nova enxugada no código para fazer a aplicação voltar a um tamanho razoável – já que ela está beirando os 64KB e alguns celulares estão dando problema com isso), mas o código veio tão bem-feito que resolvi seguir o conselho de Eric Raymond: release early, release often.

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(este artigo ia ter uma ilustração fantástica – mas ela é protegida por copyright, portanto clique aqui para visualizá-la)

Aos infiéis que não acreditam em milagres: nesta sexta-feira eu estava jogando Pokémon Pearl e, por conta de um travamento, o jogo salvo foi corrompido. Quase 30 horas de atividade foram obliteradas, meu Empoleon que já passava do nível 50, o Rapidash que já encarava até inimigos pouco sensíveis ao fogo… todos mortos. Oh, o horror, o horror!

Após dois dias de velório virtual para os bichinhos, resolvi transferir o jogo salvo do cartucho para o PC, e com o auxílio do Pokemon Diamond/Pearl Save Editor foi possível gerar um save não-corrompido. Com algum jeitinho esse save foi recolocado no jogo, trazendo meus Pokémons de volta à vida. Isso aconteceu praticamente no momento em que o Papa sobrevoava nossas cabeças, ou seja, ele potencializou mais este milagre, possivelmente ajudado por Frei Galvão, claro.

A propósito: usar o Save Editor para “roubar” no jogo, anabolizando artificialmente seus pokémons é quase um pecado – e vocês já viram que as forças divinas atuam sobre este jogo. Estão avisados.

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O Tornado me mandou o vídeo de Finite Simple Group (of order two), no qual um coral afinadíssimo trilha o espinhoso caminho de misturar matemática e comédia, com bons resultados (o que não é impossível – o xkcd está aí para provar).

A troupe de estudantes-cantores do Departamento de Matemática da Northwestern University tem nome: The Klein Four. No site é possível baixar outras performances – cujos temas eventualmente fogem de matemática, mas não muito (um exemplo de música é “Where in The World is Carmen Sandiego?”). Além disso, achei no YouTube este clipe promocional do álbum Musical Fruitcake deles. Promissor.

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Fui surpreendido por um e-mail pra lá de simpático: o Bira Dantas, integrante “das antigas” do quase mítico Estúdio Ely Barbosa (o link mostra algumas das criações que surgiram ali) me escreve pra falar da sua participação nas histórias em quadrinhos dos Trapalhões.

Estas histórias tiveram duas fases, sendo que a mais antiga (que vai até 1984) foi produzida pelo estúdio do Ely. Conhecida informalmente como “os Trapalhões da Bloch”, em referência à editora que os publicava, esta série me chama a atenção pelas piadas que, muitas vezes, tinha um apelo um pouco mais adulto, casando bem com o estilo “exagerado” do traço.

O Bira mandou um excelente artigo no Bigorna.Net, no qual ele divide conosco a experiência da produção, mostra um pouco dos “bastidores”. É um deleite para quem teve a oportunidade de ler estes gibis.

O artigo leva para um link com mais mais material do Bira – a história sobre o Chico Mendes trabalha bem o tema importante, com destaque para o traço, e as outras histórias mostram como material feito sob encomenda pode ser feito com qualidade e sem perder o caráter artístico.

No final (ou, cronologicamente, no início) ainda vem uma história completa dos Trapalhões em forma de heróis, com destaque para um dos meus personagens favoritos, a Nega Maravilha. Imagine o Mussum se transformando na Mulher-Maravilha… não, esquece, não dá pra imaginar, tem que ler.

E se não for suficiente, tem mais Bira Dantas aqui – o cara é uma máquina de publicar!

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