Eu não sei dizer o que me leva a gostar de Cersibon. O cara juntou desenhos tosqueira estilo Paintbrush com histórias mais tosqueira ainda – e pra completar escritas em tiopês (a “evolução” do miguxês). E, por algum motivo, a coisa dá certo – meio que como o Batimã – Feira da Fruta.
Também ajudam as expressões bizarras – uma vez que você fica versado em tiopês pra entender. Não gostou? “Vaza de cócoras“.
UPDATE: O autor do Cersibon e deu uma entrevista no Estadão, na qual revela seu nome (Rafael Madeira) e afirma que que não usa o tiopês, e sim “uma variação do garble” (o que isso signifique). Também confirma que a ferramenta principal de criação da tira é o Windows Paint, e fala do Cersifan, um espaço criado por ele para que a galera possa fazer tosqueiras com a “grife”.
Essa quase me passou pelo radar: o Vaticano resolveu dar um upgrade na lista de pecados capitais, no estilo Office: botou mais sete no pacote. Os novos pecados são focados no comportamento coleitivo (tanto que tem sido chamados de “Os Sete Pecados Sociais” pela imprensa).
Embora eu oscile entre o ateísmo e o agnosticismo (o que, funcionalmente, dá na mesma), minha criação católica não me permite deixar de fazer uma auto-avaliação. A surpresa veio quando comparei os meus resultados com os do Sumo Pontífice e seus acólitos. Vamos analisar:
- Poluição Ambiental – Eu sou da teoria de que, para poluir, basta estar vivo. Eu não jogo papel no chão, controlo o consumo de várias coisas e reciclo/prefiro produtos não-poluentes quando me parece razoável, sem qualquer fixação no assunto. Mas a minha maior contribuição neste sentido é ter optado por não ter filhos: este gesto altruísta salvou o mundo de toneladas de lixo e poluição que meus filhos e seus descendentes gerariam. Fazendo uma conta por alto, acho que só por isso eu devia ser canonizado. Chester 0 x 0 Papa
- Manipulação Genética – Eu não faço porque não tenho os meios, mas sou completamente favorável a intervenções que visem a melhoria da qualidade de vida. Além disso, a argumentação contrária é tipicamente tecnófoba e acompanhada de teorias da conspiração que eu prefiro deixar para assuntos mais lúdicos. Chester 1 x 0 Papa
- Acúmulo Excessivo de Posses Materiais – Difícil de interpretar. Eu sempre acho que tenho mais do que preciso/mereço, e só penso em acumular mais por uma questão de segurança. E acho complicado Sua Santidade vir falar disso, afinal, ele faz usufruto de diversas posses materiais da Igreja Católica, e se aquilo não é “excessivo”, eu não sei dizer o que é. Chester 1 x 1 Papa
- Provocação do Aumento da Pobreza – Esse talvez seja o mais abstrato de todos. Há quem diga que quem faz caridade contribui para a manutenção (e, portanto, o aumento) da pobreza, da mesma forma que é razoável argumentar que quando uma socialite compra uma roupa na Daslu, ela está movimentando toda uma cadeia econômica, diminuindo efetivamente a pobreza em comparação com o que haveria se ela deixasse esse dinheiro guardadeo em casa. E eu não quero dedurar ninguém novamente, mas não é preciso ser cientista social para perceber que a falta de planejamento familiar é um dos maiores causadores de pobreza no mundo todo, e o cara do chapéu engraçado continua demonizando a contracepção. Chester 1 x 2 Papa
- Consumo e Tráfico de Drogas – Novamente eu poderia questionar a definição de “drogas”. Não vejo diferença entre um cigarro de maconha e um cálice de vinho (que é consumido até em cultos de… qual religião mesmo?). Eu não consumo nem comercializo, mas como sou favorável a esse direito, vou me penalizar no placar também. Chester 2 x 3 Papa
- Experimentos Moralmente Questionáveis – Isso é genérico demais, então fica difícil avaliar o lado dos caras. Mas no meu eu sou culpado, com louvor – aliás, tenho um experimento moralmente questionável prestes a sair do forno, novidades em breve. Chester 3 x 3 Papa
- Violação dos Direitos Fundamentais da Natureza Humana – Tá, isso provavelmente é um eufemsimo anti-aborto (assunto que eu me recuso a discutir com qualquer um que não tenha lido o texto seminal do Carl Sagan a esse respeito), mas vamos falar de direitos humanos: Alguém já ouviu falar da inquisição? (pela qual o Papa anterior pediu perdão, mas no que dependesse desse voltava em majestade e glória) E do direito ao planejamento familiar? (até algumas constituições, como a nossa, o qualificam como direito humano) E da liberdade de culto? (vai falar em ateísmo ou satanismo nesses círculos pra ver o quanto dura a suposta liberdade que pregam) A lista é interminável, o que nos leva ao placar final…
PECADOS CAPITAIS
Chester 3 x
Fosse essa uma competição desportiva, teríamos uma vitória espetacular, definida no último lance! Em matéria de pecados, nem mesmo um ser profano como eu bate o Vigário de Cristo. Amém!
Quando eu estiver fazendo algo muito, muito deturpado, pensarei: “pelo menos não juntei uma galera pra se pintar de azul, vestir roupinhas brancas e encenar um curta pornô dos Smurfs” (ATENÇÃO: LINK IMPRÓPRIO PARA MENORES/ESCRITÓRIO).
Não dá pra não comentar. Destaques:
- Assim como os dragões, os smurfs têm suas partes íntimas em formato humano (no caso, em cor humana);
- A chegada do Papai Smurf (01m50s);
- Momento musical (03m00s);
- Gargamel finalmente realizando seu sonho de “comer” um smurf.
Ah, pra quem está achando que eu estou apelando muito ultimamente: não tenho culpa, muita bizarrice tá batendo no meu inbox. De qualquer forma, eu sou má influência mesmo (fico jogando Bible Fight o dia inteiro) – pra conhecer gente do bem e rir no paraíso quando eu estiver queimando, sugiro lugares como esse orkut para meninos e meninas bonzinhos, olha que show.
Acabo de conhecer a edição online do Maskate, um jornal sensacionalista de Manaus que não fica devendo nada ao clássico Notícias Populares: manchetes sensacionalistas, ocorrências policiais toscamente relatadas, ensaios de mulépelada e relatos eróticos classe C, enfim, tem tudo o que há de trash para se ver num jornal.
A versão online é bem completa, mas de qualquer forma o maluco que me apresentou a esta pérola (e outras) ficou de trazer um exemplar de papel na sua próxima viagem. Aguardo ansiosamente.
Depois de inúmeros Palms e dois anos com o “guerreiro” Nokia 6600, a empresa onde trabalho me cedeu um Nokia E62. Como o aparelho está relativamente acessível no Brasil (e algumas coisas eu suei pra fazer funcionar), vou falar um pouco da minha experiência com ele.
O celular usa a versão 3 da plataforma S60, cuja multitarefa e biblioteca de software, aliados a um teclado QUERTY matador e uma tela nababesca (320×240x24bit) viabilizam seu uso como palmtop (de fato, ele se parece mais com um Palm/Pocket PC do que com um telefone, embora seja muito fino e leve).
Uma das grandes comidas de bola do S60v3 é o sistema de certificados digitais para aplicações. Numa tentativa frustrada de evitar a pirataria e/ou proliferação de malware, a Nokia dificultou a disseminação de shareware/freeware que tornou populares os aparelhos que usam a versão anterior (o Nokia 6600 e o N-Gage, por exemplo, usam o S60v2).
O que acontece é que 90% do software (mesmo o legalizado) baixado na internet dá treta se não tiver um certificado customizado. Depois de fuçar um pouco, descobri que no Gerenciador de Aplicativos, menu Configurações, dá pra desativar a opção “Verificar certificados”, e boa parte dos programas passa a instalar. Se ainda assim o programa der “certificado vencido”, volte a data do celular (um ano é o valor típico) e tente novamente.
Uma vez arrumado isso, dá pra turbinar o bichinho com programas baixados na rede. Seguem alguns dos que testei (gratuitos salvo menção em contrário):
Tracker – O Tracker não é grátis, mas por US$ 20 eu me livrei da coisa que mais me incomodava no telefone: o gerenciador de aplicativos perdedor. Não é instantâneo como o ZLauncher do Palm, mas é insanamente mais rápido que o gerenciador do telefone, e é muito customizável. Também funciona como gerenciador de tarefas, compressor de memória e outras utilidades do gênero. E dá pra testar por 15 dias.
AppQLauncher – Se o seu único problema é abrir rapidamente programas, o AppQLauncher é grátis e aproveita bem o teclado QWERTY do E62. No estilo do QuickSilver do Mac, você digita alguns caracteres e ele lista rapidamente os programas correspondentes. Adicione na tela de descanso e mantenha aberto (a primeira chamada é rápida, as outras são instantâneas).
GMail – O cliente de e-mail do celular é compatível com POP, IMAP e Exchange, mas quem tem GMail (alguém não tem?) vai curtir este programa. Só o fato de poder fazer buscas nos seus e-mails arquivados é uma mão na roda. A aplicação é muito ágil, fazendo um par matador com a tela e o teclado avantajados.
Google Maps – Depois do iPhone, é a melhor plataforma que eu vi pra usar este software, que quebra um galhão quando se anda perdido por aí. Ainda não suporta triangulação por antenas, mas fora isso é completíssimo.
Opera Mini – Confesso que 99% da minha navegação eu faço no navegador que vem no celular (o meu veio com dois – o que se chama “Web” é bem melhor que o outro, permitindo o uso do Bloglines e do Twitter numa boa). Mas ter o Opera na manga é útil, porque ele vai abrir qualquer página em que os outros engriparem.
WidSets – Uma tentativa da Nokia de fazer “widgets” para acesso a sites específicos. Vale pelo da Wikipedia (que formata os artigos de um jeito bem bonitinho), especialmente para quem tiver um plano de dados mais generoso.
Nimbuzz – Permite conectar no MSN, GTalk, Yahoo! e outros messengers, além de efetuar chamadas de longa distância a custo reduzido.
putty – Efetua conexões ssh através da rede GPRS. Útil para administradores de sistemas (graças ao teclado) e para fazer sucesso nas festinhas nerd.
fMSX – O emulador mais multiplataforma do planeta também está presente aqui. Só consegui fazer funcionar com o cartão de memória (comprei um de 1GB por menos de R$ 30 aqui). Coloque as ROMs no lugar certo e divirta-se jogando Nemesis no busão.
Eu não experimentei muito, mas parece que os S60 no geral são bem servidos em emuladores de sistemas 8 bits, e mais uma vez a tela (na proporção certa) e o teclado são diferenciais – consulte o link do fMSX para outras opções.
miniTruco – Funciona bem, inclusive o Bluetooth (comprovadamente com duas pessoas, preciso testar com mais) e o jogo pela internet.
M-SuDoKu – Um excelente jogo de Sudoku freeware. O único senão é que você tem que segurar o botão azul para teclar os números, mas fora isso ele roda 100%.
C2Doom – A versão básica é freeware, mas existe uma alternativa que, por 5.00, já vem pré-configurada pra funcionar (e suporta jogo via Bluetooth). DOOM faz parte da minha formação, então não pensei duas vezes.
Y-Browser – Gerenciador de arquivos que dá acesso a todos eles (o que vem no doce esconde muita coisa). Indispensável pra quem tem cartão de memória.
AutoLock – Resolve um problema crônico dos S60, que é a falta de um travamento automático por tempo (pra evitar o acionamento acidental do celular no bolso). Pena que esse celular tem um bug chato: quando você trava ele, o ringtone volta para o default (alguém sabe resolver isso?).
GooSync – Permite sincronizar o calendário (agenda de compromissos) do celular com o Google Calendar através da conexão GPRS. A versão free sincroniza os compromissos dos próximos 30 dias – quem precisar de mais pode assinar o serviço, ou experimentar o CalSync, do mesmo autor do AutoLock (lembrando que ainda é beta, eu preferi não arriscar por enquanto).