Motocicleta é um lance polêmico: muita gente troca o carro pela moto para tentar fugir ao caos do trânsito, mas há implicações no que diz respeito a segurança e ecologia (esse último ponto é o motivador do phase out da minha Honda Biz, que hoje é o “plano D” de transporte para a faculdade – quando ônibus, trem ou taxi não são viáveis – e muda de dono no final do ano).
O paulistano não precisa de estatística para perceber que a maioria dos motociclistas da cidade não usam a moto como meio de transporte ou para fins esportivos, e sim como meio de sustento, através da profissão de motofrete – ou, como é popularmente conhecida, de motoboy. Desta forma, buscar uma alternativa ao uso desse serviço é o próximo passo lógico para quem pensa em reduzir a poluição na cidade.
Neste contexto surgem os bikeboys ou biciboys, organizados em empresas que oferecem este serviço de forma equivalente ao prestado pelas suas contrapartes baseadas em motoboys. O Willian Cruz tem um excelente post no Vá de Bike, no qual ele mostra não só a cobertura que a imprensa já fez deste tipo de serviço, mas também lista telefones e websites de várias empresas que o prestam.
Tive uma experiência positiva com a Bike Courier – apesar de não poder combinar o serviço por e-mail ou pelo website (o que seria um tremendo diferencial – eu daria total preferência para alguém que permitisse passar endereços, horários e todos esses detalhes sem ser por telefone), fui muito bem atendido.
O preço varia conforme a distância percorrida (empresas de motoboy variam nesse ponto: a que eu mais usava cobrava um valor fixo pela hora do motociclista), mas no pior dos casos empata com o custo do equivalente motorizado (até onde pude verificar). O tempo é bem razoável – tirando entregas ultra mega urgentes (as quais tem lá o seu grau de incerteza com motoboys, especialmente terceirizados), você pode contar com o mesmo tipo de prazo que espera de um motoboy.
Uma atitude insignificante? Talvez. Mas vale, nem que seja pelo simbolismo – se mais pessoas souberem que você usa e fizerem o mesmo, isso pode mudar o quadro de poluição na cidade.




Legal você ter usado o serviço. Tem muito preconceito, achando que as distâncias são muito grandes, ou que o cara vai demorar demais, mas quando você faz uma experiência vê que não era nada daquilo e que é um serviço como o de qualquer empresa de motoboy (ou melhor, já que os ciclistas, desejosos da fidelização dos clientes, costumam ser mais educados).
Agora uma curiosidade: mesmo em dias de calor como o que fez hoje, você vai ver bikeboys trabalhando de calça de ciclismo, que esquenta pra caramba num dia quente. O motivo é que muitos edifícios comercials não os deixam entrar se estiverem de bermuda! Poxa, não dá pra entender o motivo do cara estar de bermuda? Até parece que as pernas de fora do ciclista vão conspurcar o sagrado ambiente de trabalho, ou fazer as pessoas pararem de trabalhar. E o pior de tudo é que se fosse uma moça de saia, deixavam entrar. Essas idiotices do mundo Dilbert me deixam p.
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Gente de São Paulo fica feliz com cada coisa …
Vc acha que em rancharia tem motoboy?
Se quiser eu te apresento um cara que entregava botijão de gas (ou galão de água, 20l) de bicicleta …
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Pô, muito legal e muito louvável tanto a iniciativa, quanto a sua atitude de apoiá-la aqui no seu Blog. Só fica meio distoante com todas as propagandas de Motoboy nos anúncios do Google que estou vendo aqui do lado! rs
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Hehe… boa observação, Debora. Esse é um problema com AdSense: como ele se guia por palavras-chave, muitas vezes os anúncios exibidos são sobre um tópico criticado no post. Eu até poderia tentar bloquear esse tipo de anúncio, mas prefiro gastar esse tempo escrevendo ;-)
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Huummmm que pena q nao deixam eles entrar de bermuda. As pernas devem seu muiiiiito malhadas. Acho que iria até estimular a contratação do serviço.
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Ah importante. A bikecourier era ótima até que foi absorvida por uma empresa de motoboy e cobram os olhos da cara. O pessoal que trabalhava antes lá eram ciclistas de elite, agora só tem pangaré. Opção mais em conta é a http://www.exodusexpressbikecombr.t5.com.br/
Exodus
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Muito bom o post, conheço um serviço de bike boy na capital de SP, é o B-Flash o portal tá em manutenção
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Como assim “Uma atitude insignificante” ? Uma moto polui 10 vezes que um veículo pelo fato de não possuir catalisador. Qdo vc deixa de usar um motoboy vc está colaborando (muito) com o meio ambiente, com o transito da cidade e com os gastos publicos em saúde, visto que estes caras se matam pela cidade e causam transtorno no trânsito.
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Gostei da idéia, tomara que o pessoal comece a colocar em prática.
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eu sergio lourenço gostei sobre os bike boy. gostaria de saber qual empreza esta contratando os bke boy.
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