Arquivos para abril, 2009

Since people love to post their favorite xkcd strips on Twitter, I thought this might help: drag the link below onto your links toolbar (it will create a button). Whenever you read an xkcd comic you want to share, just click the button: it will use the “secret message” text (cutting words to fit 140 chars, if needed) to produce a nice tweet about the strip that you can review and send directly from your Twitter home page:

<a href="javascript:(function(){var%20c=document.images;tv='';for(var%20i=0;i140)){tv=tv.match(/.*\s/);if(tv){tv=tv[0].substring(0,tv[0].length-1)};h=’…’;}location.href=’http://twitter.com/home?status=’+tv+h+’%20′+l;}else{alert(‘No%20xkcd%20strip%20found’)}})();”>Tweet xkcd
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Uma das coisas bacanas que eu fiz quando estive em Joanesburgo (fotos) foi percorrer o circuito dos bares-com-jeito-de-casa-noturna na 7th Street, em Melville. Os universitários são os maiores frequentadores, garantindo a diversidade étnica/musical/etílica e mantendo os preços acessíveis (meu favorito foi o Ratz, mas vale fazer o circuito – você só paga o que consumir em cada um).

Foi nessa vizinhança que eu ouvi um estilo de música bem peculiar: parecia um pouco com dance music dos anos 80/90, mas carregava nos nos refrões, temperando o inglês com doses generosas dos idiomas locais. Era o Kwaito, um dos gêneros mais representativos da geração de sul-africanos que começou na música depois do apartheid – particularmente dos jovens negros e mestiços que celebravam a liberdade conquistada pela geração anterior, mas ao mesmo tempo tinham que lidar com a herança socioeconômica desfavorável que acompanhou este legado.

O cenário lembra um pouco as origens do hip-hop americano, mas a música puxa um pouco mais para um mashup de House Music e outros gêneros assemelhados (que chegaram um pouco atrasados lá por conta do isolamento resultante do apartheid). É difícil achar na rede (de vez em quando nomes de artistas como Zola, Oskido e Mzekezeke – ou mesmo o termo Kwaito – dão resultado no blip.fm ou YouTube, mas é pouca coisa), e a minha compra de CDs (um lance legal, já que o nariz torcido das gravadoras faz com que boa parte saia por selos alternativos e reverta a grana para os músicos mesmo) falhou por um problema técnico de cartão de crédito.

Mas nem tudo está perdido: quem se interessar pode ouvir The Kwaito Generation: Inside Out, um audio-documentário de 50 minutos no qual o americano Sean Cole entrevista artistas e fãs do cenário local, dando um panorama do que é realmente o Kwaito, e como ele se configura como algo além de um gênero musical – é um estilo de vida para eles. Dá pra ouvir o documentário todo no site (pena que não dá pra baixar), e é boa pedida para quem quer se aventurar um pouco nesse gueto musical.

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Useless is one of my favorite xkcd installments:

Useless
Useless (xkcd), by Randall Munroe – some rights reserved

This is obviously an useless approach, but it’s hard for a math undergrad to see so many question marks! The second equation, in particular, got me thinking for quite a while:

cos ♥ = ?

How could someone extract the cosine of a heart? It seems impossible – unless you can represent a heart in mathematics. And I remembered a very interesting curve from calculus that might be a candidate for that: the cardioid. Its name implies some relationship with a heart shape. I was never much sold on that, but you can judge by yourself:

cardioid.jpg

It may not be the best heart representation ever seen, but at least it is described by a very simple formula – if you don’t mind using polar coordinates:

ρ = 1 – sin(θ), θ ∈ [-π π]

If you change the signal from minus to plus and/or the function from sin to cos you can change the orientation of the graph. As it is, it may fit our plans, except for two problems:

  • The top does indeed look like the upper part of a heart symbol, but the bottom is a bit frustrating in that sense;
  • You still can’t calculate the cosine of a polar curve (at least, not in a graphically meaningful way).

We can tackle the first problem by replacing the bottom of the curve. First we draw just the part that fits our heart’s desire for a heart, that is, the one with θ ∈ [-(1/3)π, (4/3)π]:

cardioid_upper.jpg

Now we can add a second curve that fits the remaining part with the more traditional sharp edge. But first let’s convert the formula to its cartesian equivalent, using the definitions: x(θ) = ρ.cos(θ) and y(θ) = ρ.sin(θ). Then we have, for θ ∈ [-(1/3)π, (4/3)π]:

x(θ) = cos(θ)-cos(θ)sin(θ)
y(θ) = sin(θ)-sin2(θ)

Making a “tip” on the bottom requires x to vary on the range between the two loose edges on the graph, and y is just a straight line going down then up – the modulus function will help us. But doing so using the same θ parameter on the complimentary range (from (4/3)π to -(1/3)π) requires a few substitutions and manipulations to put everyting in place. It gets like this:

x(θ) = (θ-(9/6)π).(6/π).(cos(4π/3)-cos(4π/3)sin(4π/3))
y(θ) = 2|(θ-(9/6)π)|+sin(4π/3)-sin2(4π/3)-π/3

Yes, it can be simplified, but I’m too lazy focused on the main problem now. The resulting graph is:

heart_lower.jpg

which fits nicely into the top part:

heart_full.jpg

The conversion to cartesian formulas also solves the other problem: it is reasonable to think that the cosine of a system of equations is obtainable by applying the cosine function to each of the equations – you can think about that either as applying the cosine to each coordinate of each point, or as doing that to the equations in matrix form. Or you can just use your heart and believe when I say it’s reasonable. Your call.

Anyway, by applying the cosine to the formulas above, we obtain the following graphic, which represents cos(♥):

cosine_of_a_heart.jpg

The most frustrating part is that it’s not a closed curve – one might imagine a line linking the two edges and try some rorschach-esque interpretation (a friend of mine suggested a sillhuete of a female bust, but his heart was under heavy stress at the moment). Another interpretation is to realize that you simply end up with a broken, deformed heart (which is what happens after you find out that math is all you have left to deal with issues in your life).

Epilogue: The same techinque could be applied to the other formulas, which is, as usual, left as an exercise to the reader. A few pointers:

  • The identity transformation looks trivial, but that is not acceptable (check the tooltip on the comic);
  • Formulas that already treat the heart as a function (such as d/dx) can possibly be applied in a more straightforward way;
  • Munroe seems to have replaced the Fourier transformation with a Laplacian on the comic’s t-shirt. Heck, work is never over!
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Um dia a Ludmila cometeu o erro de deixar duas bonecas colecionáveis Pullip muito bem ornamentadas na mão da galera do mal.

O resultado foi uma sessão de fotos bastante desinibida, da qual a minha favorita é a que está aí do lado (e também na tela de bloqueio do meu celular, causando furor na balada sempre que eu tiro ele do bolso).

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siddharta.jpgSiddharta (que já teve versão em filme) é um livro de ficção, cujo protagonista-título é um jovem indiano bem-nascido, que deixa sua fortuna para tentar alcançar o conhecimento. Esta jornada se dá das mais diversas formas: desde a meditação e o contato com o próprio Buda (Gautama) até experiências com os prazeres terrenos.

É difícil falar sobre o tipo de coisa que ele aprende nesta jornada sem incorrer em spoilers (o que é irônico, já que a pessoa que me apresentou ele é uma ardente defensora das virtudes dos spoilers), mas basta dizer que cada uma destas experiências acrescenta ao protagonista (e ao leitor) uma nova perspectiva com relação ao caminho da iluminação.

Não é uma história cheia de rebuscagens e reviravoltas (apesar de eventuais tentativas), mas é bela e profunda o suficiente para manter o leitor até o final. E apesar da posição contrária ao aprendizado da iluminação através de mestres ou doutrinas assumida pelo protagonista, a alegoria aborda aspectos evidentemente budistas bastante fundamentais, tornando-a um complemento lírico a textos mais pragmáticos sobre o assunto.

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Este livro é escrito por ninguém menos que Tenzin Gyatso, mais conhecido como o Dalai Lama. Para quem não sabe, o título é atribuído a uma linhagem de líderes espirituais do budismo tibetano, e o décimo-quarto e atual Dalai Lama é um integrante bastante peculiar desta linhagem.

Só a sua situação política já seria digna de nota: desde 1959 ele vive exilado na Índia por conta da ocupação do Tibete pela China (que enxerga nele um risco político, entre outras coisas por seu discurso em prol dos direitos humanos e da autonomia tibetana).

No entanto, ele chama quase tanta atenção por ser um dos líderes religosos que mais se interessa pela ciência – nesta época que sinaliza um renascimento do obscurantismo e da ignorância, uma demonstração de humildade, bom-senso e sensibilidade como esta força até os mais céticos a reconher que se alguém merece ser chamado de iluminado, esta pessoa é o Dalai Lama.

Em O Universo em Um Átomo, Sua Santidade explica um pouco do caminho que o levou a colocar frente a frente a ciência e o budismo – ou melhor, a colocar a ciência budista e a ciência ocidental lado a lado, construindo um sistema mais rico e completo, sem concessões ao materialismo fatalista ou à espiritualidade desconexa.

A idéia dele é mostrar que a ciência ocidental pode ampliar os horizontes dos budistas, apresentando a eles uma infinidade de informações sobre o funcionamento da mente humana, do universo e de tudo o que compõe o ciclo sensorial do universo (o Samsara).

Em contrapartida, segundo ele, a espirtiualidade pode ajudar a guiar os cientistas nas questões éticas que envolvem o uso deste conhecimento – uma necessidade crescente, já que tecnologias como a energia nuclear, a manipulação genética e tantas outras evoluem mais rápido do que o discurso sobre as possibilidades e os limites associados ao seu uso.

O texto é um pouco mais denso, em particular quando oscila entre as descobertas da neurociência e os princípios éticos, estéticos e epistemológicos do Budismo usando a filosofia como fio condutor, mas vale o esforço empregado, pois solidifica tanto a visão científica quanto a espiritual.

Se você é daqueles que acredita que a ciência se basta para conduzir o homem à compreensão plena do universo que o cerca, este livro pode trazer uma nova visão. Quem, por outro lado, tem na religião e/ou na espiritualidade a base principal de orientação para estes mesmos objetivos, também pode expandir seus horizontes com ele. Nos dois casos é preciso se despojar um pouco de preconceitos e dogmas – o que por si só já é algo positivo.

Eu já estive nos dois terrenos, e hoje me sinto equilibrado e confortável com uma abordagem interdependente da visão cientificista não-dogmática e de uma espiritualidade ateísta – e ainda assim encontrei muita sabedoria nas palavras do Lama. Excelente livro.




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O Reverendo Gyomay Kubose, autor de Budismo Essencial, vive um dualismo interessante: nasceu nos EUA, mas cresceu no Japão, dividindo-se entre os estudos acadêmicos no ocidente e a ordenação como monge budista da Escola Shin na terra do sol nascente. Esta situação lhe dá um ponto de vista bastante equilibrado (como convém a um budista) sobre o lado de lá e o lado de cá.

Tal experiência lhe permitiu escrever uma série de artigos voltados ao púbilco leigo em jornais e outros meios, sendo o livro uma coletânea dos mesmos. Sua capacidade de tratar de temas profundos com um texto muito leve é o ponto-chave, permitindo que os curtos capítulos sejam lidos sem uma ordem ou linha condutora particular.

Não se trata de um livro sobre rituais ou sobre a história do budismo (de fato, uma das marcas registradas da Escola Shin é o despojamento do ritualismo), mas expõe a essência dos mais diversos conceitos budistas em uma linguagem acessível e pragmática. Sob esse aspecto, é quase que um “Budismo Para Leigos” – se você for ler um único livro sobre o assunto, esse é uma boa escolha. E se for ler vários, inclua ele também!

(em tempo: os próximos posts vão falar de alguns livros sobre Budismo que eu andei lendo)

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