Categoria: quadrinhos


Magias e Barbaridades

13 de setembro de 2007

Trecho de Magias e Barbaridades, de Fabio CicconeGraças a um comentário do autor num post recente descobri a existência de Magias e Barbaridades – um webcomic nacional pra ninguém botar defeito[1].

Fazer humor com temas medievais é uma missão ingrata – já vi veteranos como os autores de Penny Arcade e PvP se arriscarem nessa área, com resultados pífios. Lendo Magias e Barbaridades percebi que faltava um certo tom que só existe do lado de baixo do Equador.

Vale a pena ler do início (que apresenta os personagens sem o lugar-comum de forçar a barra nas caracterizações – já tem história rolando nas primeiras tiras). É relativamente recente, mas tem material em quantidade e qualidade suficiente para fidelizar, como foi o meu caso.

Ah, também tem versão em inglês, para quem preferir. Mas não é tão atualizado.

[1] ok, vou botar um ;) – um feed RSS cairia bem (nem que seja como o do PvP, que só te ajuda a saber quando saiu tira nova, sem prejudicar o retorno publicitário).

Girly

29 de agosto de 2007

Continuando a falar de quadrinhos online que eu tenho lido, Girly é outro que vale acompanhar desde o início. A arte tem forte influência de mangá, e como o já mencionado Sam and Fuzzy, resiste à colorização, embora algumas tiras recentes tenham feito experiências neste território.

A história é um pouco solta: Winter, uma moça motivada por ter uma “vida de aventuras”, decide que Otra será sua parceira (mais ainda: sua coadjuvante) nisso – quer queira, quer não. Esta última, mais apegada à realidade (tanto quanto se pode ser num lugar como Cute Town), acaba descobrindo sentimentos que levam esta relação ainda além do que Winter supnha.

Um tantinho melodramático, mas com bom ritmo e constantemente ilustrado por uma galeria incessante de personagens que oscilam entre o profundo e o ridículo – muitas vezes no mesmo quadrinho. A narrativa vai se montando através dos personagens, o que mantém o interesse e puxa a recomendação.

Sam and Fuzzy

27 de agosto de 2007

Para compensar a longa ausência (motivada por juntar um emprego muito bacana à tradicionalmente enroscada USP), resolvi postar nesta semana uma série com webcomics que eu ando lendo (e que não tenha comentado anteriormente).

E vale a pena começar com Sam and Fuzzy. É difícil classificar em um gênero: o contraste entre Sam, o cara sossegado, e Fuzzy, a criatura que parece um bichinho, mas age como gente que age como bicho é o que dá o tom nos primeiros arcos. Mas novos personagens vão surgindo, e o cenário vai do táxi dirigido pelos personagens-título ao mundo das gravadoras e artistas, passando, claro, por hordas e hordas de ninjas, girando em torno do tripé aventura/drama/comédia.

A arte é um espetáculo: num mundo de possibilidades ilimitadas para cores eletrônicas, ela é essencialmente calcada no preto-e-branco. Não sei se a idéia era reforçar esse lance dos contrastes, ou se foi simplesmente uma escolha estética, mas o fato é que definitivamente funciona. O site não fica atrás: todo trabalhado em tons de cinza, torna o conjunto um deleite para os olhos, um feito que, sem o uso de cores, é para poucos.

Recomendo começar pelo link para novos leitores, e, dali, seguir a sugestão do autor de pular para NooseHead, o quarto arco. Eu fiz isso, e, ao terminar, fui para o segundo, que estou seguindo satisfeito.